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Poucos dirigentes estrangeiros visitaram o mausoléu de Mao, cujo poder de 1949 até sua morte em 1976 foi marcado por milhões de mortos, pela fome do "Grande Salto Adiante" e pela repressão e violência da "Revolução Cultural". O ex-dirigente cubano Raúl Castro foi o último a passar pelo monumento, em 2005.
Maduro também elogiou o atual presidente chinês, Xi Jinping, e saudou seu slogan de "destino comum da humanidade". Segundo o líder venezuelano, que denuncia frequentemente o "imperialismo dos Estados Unidos", a China desenha para o planeta um destino "sem império hegemônico que chantageie, que domine, que agrida os povos do mundo". "A China é nossa irmã mais velha", ilustrou Maduro.
Êxodo
O presidente venezuelano manifestou o desejo de que sua viagem, "muito oportuna e necessária", seja de "grande ajuda" para estimular os investimentos energéticos chineses, o comércio e as "relações financeiras felizes" entre os dois países. O gigante asiático possui fortes investimentos em petróleo e é o principal credor da Venezuela.
Caracas já recebeu empréstimos chineses de 50 bilhões na última década. A Venezuela deve ainda cerca de 20 bilhões de dólares, cujas condições de pagamento, flexibilizadas em 2016, podem estar sobre a mesa nesta viagem. Maduro poderá voltar com um novo crédito de 5 bilhões de dólares e a ampliação por seis meses do período de carência para o serviço da dívida.
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Diante da grave crise no país, com severa escassez de alimentos e de remédios, além de uma hiperinflação que pode passar de 1.000.000% de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Maduro iniciou um polêmico plano de reformas econômicas no mês passado.
Entre as diversas medidas, destacam-se um aumento salarial de 3.400%, uma desvalorização de 96% do bolívar e aumento de impostos. O presidente venezuelano fica até o próximo domingo na China.