O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (8) que, por decreto, o Natal começará no país a partir de 1º de outubro. A medida, que já foi adotada em anos anteriores, ocorre em um momento de escalada de tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos. Maduro afirmou que a antecipação das celebrações tem o objetivo de defender o "direito à felicidade" e à alegria dos venezuelanos, enquanto o governo de Donald Trump acusa a Venezuela de "narcoterrorismo".
Mobilização militar e acusações de Washington
A decisão de antecipar o Natal vem em resposta à mobilização de navios de guerra e militares americanos no Caribe. Os EUA justificam a ação como parte do combate aos cartéis de drogas, mas a Venezuela a considera uma "ameaça".
Maduro afirmou que o objetivo é "aplicar a fórmula de outros anos que funcionou muito bem para a economia, para a cultura, para a alegria, para a felicidade". A medida visa também fazer frente ao que o governo venezuelano chama de uma política americana baseada em "mentiras e ameaças" para forçar uma mudança de regime no país. Em agosto, Washington aumentou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões.