Mundo

Manifestação por retorno de opositora reúne milhares de pessoas na Venezuela

Manifestantes pedem volta de María Corina Machado e eleições em 2027 em Caracas e outras cidades venezuelanas

Manifestantes pedem volta de María Corina Machado e eleições em 2027 em Caracas e outras cidades venezuelanas
Manifestantes pedem volta de María Corina Machado e eleições em 2027 em Caracas e outras cidades venezuelanas Foto : FEDERICO PARRA / AFP

Milhares de pessoas saíram em passeata nesta quinta-feira na Venezuela para pedir o retorno da líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, na maior manifestação opositora desde a queda do presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

Cerca de 2.000 manifestantes se concentraram pacificamente na Praça Venezuela, em uma área movimentada de Caracas, com cartazes que diziam: "Eleições já e dessa vez não vão nos roubar" e "MCM Valente". No estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, também houve manifestação, enquanto militantes da cidade de Bolívar, no nordeste, denunciaram o fechamento de uma via onde pretendiam se manifestar.

Veja Também

Cansaço e desejo por mudança

"Estou cansada. Queremos uma nova mudança, já tivemos por bastante tempo este governo" chavista, no poder desde 1999, disse à AFP a costureira Mayrym Beltrán, de 53 anos, que decidiu se juntar à manifestação porque não vê seu filho mais velho há oito anos e sua filha, há quatro. Assim, como milhões de venezuelanos, emigraram devido à crise econômica da última década.

O partido de María Corina, Vente Venezuela, pede eleições presidenciais em 2027. "Marquem a data, nós votamos", dizia outro cartaz. A presidente interina do País, Delcy Rodríguez, prometeu que haverá eleições, mas não anunciou uma data.

Retorno do exílio

Muitos líderes opositores retornaram recentemente do exílio, onde estavam desde as eleições de julho de 2024, das quais Nicolás Maduro se declarou vencedor e nas quais a oposição denunciou que houve fraude. O pleito foi seguido de uma onda de repressão.

María Corina está exilada no Panamá e prometeu retornar ao País, mas foi impedida sete vezes, segundo fontes de seu partido.