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México: Agentes dos EUA mortos operavam sem autorização

Governo investiga operação antidrogas sem conhecimento das autoridades mexicanas

Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou  que o governo federal está investigando se os dois americanos participaram de uma operação de segurança interna sem autorização
Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governo federal está investigando se os dois americanos participaram de uma operação de segurança interna sem autorização Foto : Mexican Presidency / AFP

O governo mexicano afirmou, neste sábado (25), que os dois agentes dos Estados Unidos que morreram no último fim de semana em um acidente de carro após uma operação antidrogas no México não tinham autorização oficial para atuar no país. Os agentes, que segundo a imprensa americana pertenciam à CIA, entraram no México, um "como visitante" e o outro "com passaporte diplomático", afirmou o Ministério de Segurança do México em um comunicado, citando registros de imigração.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou na quarta-feira que o governo federal está investigando se os dois americanos participaram de uma operação de segurança interna sem autorização, em violação às leis de segurança nacional. Os estrangeiros morreram em um acidente de carro no último domingo no estado mexicano de Chihuahua, que faz fronteira com os Estados Unidos. Dois mexicanos da agência de investigação desse estado, incluindo o diretor, também morreram no acidente.

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A CBS e outros veículos de imprensa dos EUA noticiaram que os dois americanos, que não foram identificados, trabalhavam para a Agência Central de Inteligência (CIA). O embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, afirmou no último domingo que os falecidos eram "dois funcionários da embaixada americana".

Naquele mesmo domingo, o procurador do estado de Chihuahua, César Jáuregui, afirmou que os americanos retornavam de uma operação contra laboratórios clandestinos de drogas quando o veículo em que viajavam, parte de um comboio de cinco carros, saiu da estrada e caiu em um barranco. Soldados e membros da agência de investigação do estado de Chihuahua também estavam no comboio. Os agentes estrangeiros eram "instrutores" que "realizavam exercícios de treinamento", explicou ele.

No entanto, na terça-feira, Jáuregui apresentou uma nova versão dos fatos. Ele indicou que os americanos estavam "ministrando um curso de operação de drones" em uma comunidade localizada a cerca de seis horas de carro do local da operação. Segundo ele, os agentes americanos "pediram para acompanhar o comboio" de um grupo de policiais estaduais que retornavam da operação antidrogas.