A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse ao seu homólogo americano, Donald Trump, que o seu governo "é contra intervenções militares" quando ele lhe pediu a sua opinião sobre a deposição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em um ataque dos Estados Unidos em Caracas.
Sheinbaum conversou com Trump depois de o magnata republicano ter ameaçado, na quinta-feira, "atacar por terra os cartéis de droga". A presidente afirmou que a chamada se concentrou principalmente nos desafios de segurança entre os dois países.
"Ele perguntou qual era a nossa posição em relação à Venezuela. Eu disse que é a nossa posição pública, que temos uma Constituição: que somos contra intervenções militares", disse a presidente em uma coletiva de imprensa, resumindo a sua conversa com Trump.
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Conversa produtiva
Sheinbaum afirmou que teve uma conversa 'muito produtiva' com Trump. Na postagem, ela destacou que foram discutidos diversos temas, incluindo segurança com respeito à soberania mexicana, além da redução do tráfico de drogas, comércio e investimento.
'A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados', escreveu. Sheinbaum não mencionou se o diálogo abordou as ameaças do republicano ao México, após a invasão de Washington na Venezuela. Anteriormente, a líder mexicana minimizou os comentários de Trump e disse que não vê riscos de uma intervenção americana em seu país