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Nação brasileira traz com orgulho sangue africano, diz Dilma

Presidente discursou em cerimônia de homenagem a Mandela

Presidente discursou em cerimônia de homenagem a Mandela
Presidente discursou em cerimônia de homenagem a Mandela Foto : Pedro Ugarte / AFP / CP
Um dos pontos altos do discurso da presidente Dilma Rousseff no estádio Soccer City em Joanesburgo nesta terça-feira, durante cerimônia de homenagem ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, foi quando ela lamentou a morte de Madiba. Dilma afirmou que "da mesma forma que os africanos choram com seus cantos, nós, nação brasileira – que trazemos com orgulho o sangue africano em nossas veias – choramos e celebramos o exemplo desse grande líder", declarou.

Bastante aplaudida, Dilma falou em português, com tradução simultânea para o inglês, logo depois do presidente americano Barack Obama. A presidente iniciou o discurso dizendo que Mandela foi uma das maiores personalidades do século XX. “Nelson Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos maiores processos de emancipação do ser humano da história contemporânea: o fim do apartheid na África do Sul. O combate de Mandela e do povo sul-africano se transformou em um paradigma para todos os povos que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade”, disse. Para ela, o apartheid foi a forma mais elaborada e cruel da desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. “Esse grande líder teve seus olhos postos no futuro do país, do mundo e de toda África”, disse Dilma.

Ao final do discurso, a presidente transmitiu "profundo sentimento de dor e pesar à viúva Graça Machel, aos familaires e ao atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Dilma encerrou sua fala com a frase:" Viva Mandela para sempre!"

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