Schiavi informou que o cancelamento dos voos provocou um "problema de capacidade" de operação nos aeroportos portenhos. "A normalização de todos os voos levará um tempo", reconheceu o secretário. As autoridades dos aeroportos de Ezeiza e Aeroparque informaram que as condições normais de operações foram dadas para alguns destinos a partir da manhã de hoje.
Gol e TAM retoma voos
As operações das companhias aéreas Gol e TAM para os aeroportos de Buenos Aires voltaram ao normal por volta das 10 horas. Os voos das duas empresas aéreas estavam cancelados desde ontem.
Segundo a TAM, a nuvem de cinzas vulcânicas causada pela erupção do vulcão se deslocou, permitindo que os voos que decolam de e para os aeroportos de Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque), voltem ao normal. O mesmo ocorreu com os voos previstos da Gol, que também restabeleceu as operações nos aeroportos internacionais Ministro Pistarini e Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e em Montevidéu, no Uruguai.
Os clientes da TAM devem ligar para a Central de Atendimento antes de se dirigir ao aeroporto para verificar a condição de seus voos ou para remarcá-los. Os números são: Brasil - 4002-5700 (capitais) e 0800-570-5700 (demais localidades) Argentina - 0 810 333 3333 Chile - 56 2 6767 900 Paraguai - 595 21 659 5000 Uruguai - 000 4019 0223.
A Central de Relacionamento da Gol também está disponível para receber ligações dos passageiros nos números 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina) e 598-2403-8002 (Uruguai). As reacomodações serão providenciadas sem cobrança das taxas previstas e, se os clientes preferirem cancelar a viagem, receberão o reembolso no valor integral dos bilhetes.
Nuvem de cinzas atrapalhou operações no fim de semana
Algumas cidades localizadas ao sul da Argentina começaram a sofrer com os cancelamentos dos voos no sábado, em consequência da nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão chileno Peyehue-Cordón Caulle. O vulcão está em atividade desde junho, emitindo densas partículas, prejudicando a visibilidade de motoristas e pilotos de aeronaves na Argentina, conforme a direção e intensidade dos ventos.
Nas últimas semanas, o vulcão não estava emitindo novas cinzas, mas o material vulcânico acumulado ao longo desses meses no solo da região da Patagônia foi soprado por fortes ventos durante o fim de semana. Os especialistas alertam que o vento costuma soprar forte em outubro e novembro na região da Patagônia, e, portanto, o fenômeno poderia se repetir e afetar novos voos.
Os ventos de até 120 quilômetros por hora, conforme dados do Serviço Nacional de Meteorologia, levantaram as cinzas acumuladas em Rio Negro, Chubut e Neuquén. Mais de 12 mil passageiros foram afetados ontem e hoje.
Cinzas não devem prejudicar o Salgado Filho
Segundo a MetSul Meteorologia, as cinzas não devem prejudicar as operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, a nuvem de cinzas muito densa que atuou durante o domingo em Buenos Aires e Montevidéu já se afastou para o mar junto ao Litoral Sul gaúcho. Uma segunda área que cobre o Norte do Argentina deverá ser carregada por vento de Oeste para o Estado, mas tem menor densidade e não deve acarretar problemas para o tráfego aéreo doméstico no terminal da Capital.
As cinzas do vulcão chileno Puyehue Cordón-Caulle chegaram ao Rio Grande do Sul no final desse domingo, entre 21h e 22h, pelo Chuí. Imagens de satélite analisadas pela MetSul Meteorologia no começo da manhã desta segunda-feira mostravam que o material vulcânico em suspensão na atmosfera segue concentrado no Extremo Sul gaúcho, entre Chuí e Rio Grande.