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Normalização dos voos pode demorar até três dias na Argentina

Cinzas de vulcão chileno atrapalharam a operação nos aeroportos no país no fim de semana

Voos começam a ser retomados na Argentina
Voos começam a ser retomados na Argentina Foto : Daniel Garcia / AFP / CP
Os voos nos aeroportos argentinos que estavam cancelados começaram a ser retomados ao meio-dia desta segunda, de acordo com o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi. No entanto, a reprogramação de todas as viagens atrasadas desde ontem poderá demorar até três dias. "Pedimos aos usuários que em lugar de ir aos aeroportos, liguem para suas companhias para obter informações sobre os novos horários de seus voos", disse o secretário argentino em entrevista a uma rádio de Buenos Aires.

Schiavi informou que o cancelamento dos voos provocou um "problema de capacidade" de operação nos aeroportos portenhos. "A normalização de todos os voos levará um tempo", reconheceu o secretário. As autoridades dos aeroportos de Ezeiza e Aeroparque informaram que as condições normais de operações foram dadas para alguns destinos a partir da manhã de hoje.

Gol e TAM retoma voos

As operações das companhias aéreas Gol e TAM para os aeroportos de Buenos Aires voltaram ao normal por volta das 10 horas. Os voos das duas empresas aéreas estavam cancelados desde ontem.

Segundo a TAM, a nuvem de cinzas vulcânicas causada pela erupção do vulcão se deslocou, permitindo que os voos que decolam de e para os aeroportos de Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque), voltem ao normal. O mesmo ocorreu com os voos previstos da Gol, que também restabeleceu as operações nos aeroportos internacionais Ministro Pistarini e Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e em Montevidéu, no Uruguai.

Os clientes da TAM devem ligar para a Central de Atendimento antes de se dirigir ao aeroporto para verificar a condição de seus voos ou para remarcá-los. Os números são: Brasil - 4002-5700 (capitais) e 0800-570-5700 (demais localidades) Argentina - 0 810 333 3333 Chile - 56 2 6767 900 Paraguai - 595 21 659 5000 Uruguai - 000 4019 0223.

A Central de Relacionamento da Gol também está disponível para receber ligações dos passageiros nos números 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina) e 598-2403-8002 (Uruguai). As reacomodações serão providenciadas sem cobrança das taxas previstas e, se os clientes preferirem cancelar a viagem, receberão o reembolso no valor integral dos bilhetes.

Nuvem de cinzas atrapalhou operações no fim de semana

Algumas cidades localizadas ao sul da Argentina começaram a sofrer com os cancelamentos dos voos no sábado, em consequência da nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão chileno Peyehue-Cordón Caulle. O vulcão está em atividade desde junho, emitindo densas partículas, prejudicando a visibilidade de motoristas e pilotos de aeronaves na Argentina, conforme a direção e intensidade dos ventos.

Nas últimas semanas, o vulcão não estava emitindo novas cinzas, mas o material vulcânico acumulado ao longo desses meses no solo da região da Patagônia foi soprado por fortes ventos durante o fim de semana. Os especialistas alertam que o vento costuma soprar forte em outubro e novembro na região da Patagônia, e, portanto, o fenômeno poderia se repetir e afetar novos voos.

Os ventos de até 120 quilômetros por hora, conforme dados do Serviço Nacional de Meteorologia, levantaram as cinzas acumuladas em Rio Negro, Chubut e Neuquén. Mais de 12 mil passageiros foram afetados ontem e hoje.

Cinzas não devem prejudicar o Salgado Filho

Segundo a MetSul Meteorologia, as cinzas não devem prejudicar as operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, a nuvem de cinzas muito densa que atuou durante o domingo em Buenos Aires e Montevidéu já se afastou para o mar junto ao Litoral Sul gaúcho. Uma segunda área que cobre o Norte do Argentina deverá ser carregada por vento de Oeste para o Estado, mas tem menor densidade e não deve acarretar problemas para o tráfego aéreo doméstico no terminal da Capital.

As cinzas do vulcão chileno Puyehue Cordón-Caulle chegaram ao Rio Grande do Sul no final desse domingo, entre 21h e 22h, pelo Chuí. Imagens de satélite analisadas pela MetSul Meteorologia no começo da manhã desta segunda-feira mostravam que o material vulcânico em suspensão na atmosfera segue concentrado no Extremo Sul gaúcho, entre Chuí e Rio Grande.



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