Franco também se preocupa com a questão energética, uma vez que a Usina Itaipu Binacional é fundamental para o abastecimento de energia para o Paraguai e a economia do país. O diretor da hidrelétrica Jorge Sameck, já declarou que a empresa está imune à crise política paraguaia. No entanto, segundo assessores, o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández, vai procurar o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.
Na sexta-feira, no encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, Dilma disse que acompanha de perto e com atenção as mudanças no Paraguai. Porém, vários ministros manifestaram dúvidas sobre o processo de impeachment movido contra Lugo pela rapidez e a forma como ocorreu. Em apenas 24 horas, ele foi destituído do poder.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que a impressão inicial que o governo brasileiro tinha era que havia ocorrido um golpe de Estado no Paraguai, pois o processo “foge do senso de procedimento geral de Justiça".
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ter ficado impressionado com a rapidez do processo envolvendo Lugo. Segundo ele, foi “incompatível com as regras do contraditório e da ampla defesa”. Até sexta-feira à noite, os chanceleres da Unasul estavam em Assunção conversando com as autoridades paraguaias.