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Novo presidente paraguaio vai procurar Dilma para desfazer "mal-estar"

Destituição de Lugo causou dúvidas e surpresa pela rapidez como ocorreu

Novo presidente do Paraguai Federico Franco quer evitar má relação com países vizinhos
Novo presidente do Paraguai Federico Franco quer evitar má relação com países vizinhos Foto : Pablo Porciuncula / AFP / CP
O presidente recém-empossado do Paraguai, Federico Franco, quer evitar o desconforto com os países vizinhos, principalmente o Brasil e o Uruguai. Determinado a desfazer o mal-estar causado pela destituição do então presidente Fernando Lugo, Franco pretende procurar nos próximos dias a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica. Um dos receios de Franco é o eventual rompimento da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) com o Paraguai.

Franco também se preocupa com a questão energética, uma vez que a Usina Itaipu Binacional é fundamental para o abastecimento de energia para o Paraguai e a economia do país. O diretor da hidrelétrica Jorge Sameck, já declarou que a empresa está imune à crise política paraguaia. No entanto, segundo assessores, o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández, vai procurar o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

Na sexta-feira, no encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, Dilma disse que acompanha de perto e com atenção as mudanças no Paraguai. Porém, vários ministros manifestaram dúvidas sobre o processo de impeachment movido contra Lugo pela rapidez e a forma como ocorreu. Em apenas 24 horas, ele foi destituído do poder.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que a impressão inicial que o governo brasileiro tinha era que havia ocorrido um golpe de Estado no Paraguai, pois o processo “foge do senso de procedimento geral de Justiça".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ter ficado impressionado com a rapidez do processo envolvendo Lugo. Segundo ele, foi “incompatível com as regras do contraditório e da ampla defesa”. Até sexta-feira à noite, os chanceleres da Unasul estavam em Assunção conversando com as autoridades paraguaias.

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