O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declara neste sábado (14) que não há movimentos na Europa para substituir a proteção nuclear dos Estados Unidos. Durante a Conferência de Segurança de Munique, Rutte enfatiza que, embora o fortalecimento da dissuasão coletiva europeia seja positivo, a garantia americana permanece como o pilar definitivo da segurança transatlântica.
O posicionamento ocorre após a Alemanha confirmar diálogos confidenciais com a França sobre cooperação nuclear no continente.
A ameaça russa
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, indicam o reforço da cooperação estratégica com a França, a outra potência nuclear da região. O debate ganha força diante da crescente ameaça territorial da Rússia e da incerteza sobre o compromisso de Donald Trump com a defesa europeia.
Embora a administração Trump exija que os aliados assumam a responsabilidade pela defesa convencional, Washington assegura a manutenção da cobertura nuclear para o bloco.
Opções estratégicas
Um relatório da Conferência de Segurança de Munique alerta que a era da "complacência estratégica" termina e apresenta cinco caminhos para a defesa europeia. Entre as alternativas estão o fortalecimento do papel das armas britânicas e francesas, o desenvolvimento conjunto de um arsenal europeu ou o investimento massivo em poder militar convencional.
Apesar das opções, o documento ressalta que manter o status quo e a dependência dos Estados Unidos continua sendo a saída mais crível e factível a curto prazo.