Conforme a defensora, não haveria clima, depois da fuga, para que Papagaio voltasse ao albergue de Montenegro. A proposição era dirigida ao juiz da VEC de Porto Alegre, Sidnei Brzuska. O magistrado explicou que devido a uma alteração, os casos antes atendidos pela Capital passaram a outras comarcas e o pedido foi encaminhado à VEC de Novo Hamburgo. A advogada disse que espera uma resposta do Judiciário para que a apresentação ocorra. "A última apresentação de Papagaio foi para o juiz Sidnei Brzuska, que o encaminhou ao semiaberto", lembrou.
A Promotoria Criminal de Novo Hamburgo se posicionou contrária à volta do detento ao semiaberto. No entendimento do Ministério Público, o foragido não teria condições de permanecer nesse regime e nem de realizar trabalho externo. Maria Helena disse que a fuga ocorreu porque Papagaio se sentia pressionado com a vigilância que teria sido imposta pela Susepe. Contou que ele seria seguido por agentes policiais por onde passasse e disse ter sugerido a ele que fotografasse e pegasse comprovantes dos locais por onde passava, "o que ele vinha fazendo", contou a defensora. "Ele (Papagaio) é o único preso no RS que é monitorado 24 horas por dia", criticou Maria Helena Viegas.