O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que haverá “mais acordos a seguir” com o governo interino da Venezuela e que a gestão de Trump está planejando três fases para o país: estabilização, recuperação e transição de poder, de acordo com informações da CNN Internacional.
Em declaração após uma reunião com todos os senadores hoje, Rubio disse os EUA estão começando pela estabilização porque “não querem que a situação mergulhe no caos”. Ele reiterou que o governo acredita ter influência significativa sobre o governo interino venezuelano liderado por Delcy Rodríguez.
Ele descreveu o acordo petrolífero como parte da fase de estabilização, observando que o governo espera em breve poder vender milhões de barris de petróleo venezuelano e gerar receita, controlada pelos EUA, que será “distribuída de forma a beneficiar o povo venezuelano”.
“Já estamos vendo progresso com este novo acordo que foi anunciado, e outros acordos virão”, disse ele, sem fornecer detalhes sobre os acordos adicionais.
Recuperação envolvendo empresas e transição de poder
A fase de “recuperação”, disse Rubio, “visa garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”.
Ao mesmo tempo, eles querem iniciar o processo de reconciliação nacional na Venezuela, para que as forças de oposição possam ser anistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta ao país, e começar a reconstruir a sociedade civil, segundo o secretário.
A terceira fase será “de transição”. “No fim, caberá ao povo venezuelano transformar seu país”, observou Rubio. “Algumas dessas questões se sobrepõem. Descrevi isso aos senadores em detalhes. Teremos mais informações nos próximos dias, mas acreditamos que estamos avançando de forma muito positiva”, disse ele.
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Forte controle sobre petróleo
As decisões que o novo governo venezuelano tomar serão "ditadas" pelos Estados Unidos, afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao anunciar que Trump receberá petroleiras americanas na sexta-feira.
"Obviamente, neste momento temos a máxima capacidade de pressão sobre as autoridades interinas da Venezuela", declarou Leavitt em entrevista coletiva. "Por isso, seguimos mantendo uma coordenação estreita com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América", acrescentou.
Washington pretende assumir o controle das vendas de petróleo venezuelano, sobretudo para se abastecer conforme seus interesses e, ao mesmo tempo, conter as vendas no mercado paralelo, a um preço inferior ao que a Venezuela deveria receber, afirmou Leavitt.
O principal cliente do petróleo venezuelano, que está sujeito a sanções, é a China. "Toda a receita proveniente da venda de petróleo e produtos venezuelanos será depositada primeiro em contas controladas pelos Estados Unidos, em bancos reconhecidos internacionalmente, para garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos, e esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano", afirmou Leavitt.
*Com informações da AFP