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Polícia chilena captura oficial aposentado da ditadura foragido da justiça

Ex-capitão do Exército foi condenado pelo assassinato do químico Eugenio Berrios

A polícia do Chile capturou o capitão do exército aposentado Arturo Silva, foragido há 24 dias após ter sido condenado junto a outros 13 militares chilenos e uruguaios pela morte de um ex-agente da ditadura. O ex-militar participou ativamente da ditadura de Pinochet (1973-1990). Ele foi preso nessa sexta à noite em uma rua do bairro de Providencia, leste de Santiago, de acordo com imagens da emissora TVN exibidas neste sábado. 

Depois de reagir aos oficiais da Polícia de Investigação Criminal (Civil), Silva foi imobilizado e, em seguida, levado para um hospital para verificar se havia lesões.  O ex-capitão do Exército foi condenado em 14 de agosto, juntamente com outros chilenos e uruguaios a entre cinco e 20 anos de prisão pelo assassinato do químico Eugenio Berrios, um ex-agente da ditadura que foi encontrado morto em 1995 no Uruguai, para onde fugiu após o fim da ditadura de Pinochet.

Em conluio com a ditadura chilena para apagar os traços de seus crimes, militares uruguaios materializaram o assassinato de Berrios, no que se acredita ser um dos últimos vestígios da "Operação Condor", um acordo nos anos 70 e que uniu as ditaduras militares do Cone Sul para coordenar o extermínio de adversários. Silva foi levado para a prisão de Punta Peuco, na periferia de Santiago, um gabinete especial para os militares infratores dos direitos humanos e onde todos os condenados por este caso devem cumprir suas sentenças. A sangrenta ditadura de Pinochet deixou mais de 3,2 mil mortos e 38 mil desaparecidos e torturados segundo dados oficiais.