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Protesto contra racismo reúne 10 mil pessoas na Itália

Manifestações ocorreram após homem de extrema direita matar dois senegaleses e ferir outro

Protesto contra racismo reúne 10 mil pessoas na Itália
Protesto contra racismo reúne 10 mil pessoas na Itália Foto : Alberto Pizzoli / AFP / CP
Pelo menos 10 mil pessoas protestaram neste sábado contra o racismo em Florença, região central da Itália, onde um militante de extrema direita matou na terça-feira passada dois vendedores ambulantes senegaleses e feriu outros três a tiros. Centenas de pessoas se reuniram também em Milão (Norte), enquanto imigrantes senegaleses fizeram manifestações em Bolonha (Centro) e em Nápoles (Sul).

"Devemos trabalhar verdadeiramente a favor da coexistência pacífica e o respeito. Isso deve ser uma verdadeira luta e não apenas fachada", disse um porta-voz da comunidade senegalesa, Pape Diaw.  Um senador do Partido Democrático (centro-esquerda), Vannino Chiti, que participava da manifestação, pediu que a lei italiana permita aos filhos de imigrantes obter a nacionalidade italiana e pediu "um forte compromisso de todos contra o racismo".

Na terça-feira, Gianluca Casseri, um morador de Florença, matou dois vendedores ambulantes senegaleses. Um terceiro vendedor de 37 anos foi levado em estado grave a um hospital da capital toscana. "Ficará paraplégico", segundo um porta-voz da polícia.

O agressor, de 50 anos, feriu outros dois vendedores ambulantes e depois se suicidou. Militava em um movimento de extrema direita, o Casa Pound. Antes da manifestação deste sábado, vários membros da comunidade senegalesa pediram a dissolução imediata dessa organização.

O homem iniciou sua correria assassina em um mercado de rua localizado na Praça Dalmazia, em um bairro popular periférico localizado ao norte de Florença, onde abriu fogo contra um grupo de vendedores ambulantes, a maioria imigrantes africanos.

O assassino, armado com um revólver, dirigiu-se posteriormente ao mercado de San Lorenzo, no centro histórico, um dos locais mais frequentados da cidade, onde feriu duas pessoas, também imigrantes senegaleses.

Pouco depois, o assassino se suicidou na mesma praça com sua própria arma, quando aparentemente a política o encurralou, segundo as autoridades locais.


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