"Devemos trabalhar verdadeiramente a favor da coexistência pacífica e o respeito. Isso deve ser uma verdadeira luta e não apenas fachada", disse um porta-voz da comunidade senegalesa, Pape Diaw. Um senador do Partido Democrático (centro-esquerda), Vannino Chiti, que participava da manifestação, pediu que a lei italiana permita aos filhos de imigrantes obter a nacionalidade italiana e pediu "um forte compromisso de todos contra o racismo".
Na terça-feira, Gianluca Casseri, um morador de Florença, matou dois vendedores ambulantes senegaleses. Um terceiro vendedor de 37 anos foi levado em estado grave a um hospital da capital toscana. "Ficará paraplégico", segundo um porta-voz da polícia.
O agressor, de 50 anos, feriu outros dois vendedores ambulantes e depois se suicidou. Militava em um movimento de extrema direita, o Casa Pound. Antes da manifestação deste sábado, vários membros da comunidade senegalesa pediram a dissolução imediata dessa organização.
O homem iniciou sua correria assassina em um mercado de rua localizado na Praça Dalmazia, em um bairro popular periférico localizado ao norte de Florença, onde abriu fogo contra um grupo de vendedores ambulantes, a maioria imigrantes africanos.
O assassino, armado com um revólver, dirigiu-se posteriormente ao mercado de San Lorenzo, no centro histórico, um dos locais mais frequentados da cidade, onde feriu duas pessoas, também imigrantes senegaleses.
Pouco depois, o assassino se suicidou na mesma praça com sua própria arma, quando aparentemente a política o encurralou, segundo as autoridades locais.