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Rússia quer analisar lista de pessoas próximas a Putin que podem ser punidas pelos EUA

Governo deseja tirar conclusões próprias antes de tomar qualquer atitude

Governo deseja tirar conclusões próprias antes de tomar qualquer atitude
Governo deseja tirar conclusões próprias antes de tomar qualquer atitude Foto : Mladen Antonov / AFP / CP Memória
O Kremlin reagiu com prudência à publicação pelo governo dos Estados Unidos de uma lista de pessoas próximas ao presidente russo Vladimir Putin que poderiam ser objetos de sanções, afirmando que deseja "analisar" a relação e tirar conclusões, ao invés de "ceder às emoções". "Primeiro temos que analisar (a lista), esta publicação não tem precedentes" declarou o porta-voz do Kremlim, Dmitri Peskov.

"Não é a primeira vez que sofremos manifestações de agressividade e, por isso, não devemos ceder às emoções. Primeiro devemos compreender e depois expressar nossa posição", completou. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou nesta terça-feira uma lista de funcionários e empresários russos considerados próximos a Putin e que podem ser objetos de sanções por suposta interferência nas eleições presidenciais americanas.

A lista de 210 nomes, 114 funcionários e 96 empresários, inclui o primeiro-ministro Dmitri Medvedev e o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. A relação de sete páginas, que não implica sanções imediatas, inclui altos funcionários dos serviços de inteligência. O Tesouro americano tinha prazo até meia-noite de segunda-feira para publicar a lista, como estipula uma lei aprovada no ano passado pelo Congresso dos Estados Unidos.

A lei, que pretende punir a Rússia pela interferência nas eleições americanas, a anexação da Crimeia e sua política na Ucrânia, foi aprovada por ampla maioria do Congresso e promulgada em 2 de agosto de 2017 pelo presidente Donald Trump, que criticou vários de seus dispositivos mais importantes. Opositores de Trump acusam o presidente americano de ter sido beneficiado pelo apoio de Moscou nas eleições presidenciais e de ser reticente a adotar sanções contra a Rússia.