A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, destacou nesta quinta-feira (2) a "necessidade urgente" de reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu em uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países dispostos a atuar para restaurar a segurança da via marítima.
"Contamos com mais de 40 países para debater sobre o Estreito de Ormuz e as consequências do seu fechamento. Há uma necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional, com a firme determinação de ver o estreito reaberto", declarou a chefe da diplomacia britânica.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na quarta-feira que a reunião deve avaliar "todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis". O objetivo é restabelecer a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e dos marinheiros bloqueados, e retomar a circulação de mercadorias vitais.
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Macron critica ação militar para Ormuz
Contudo, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que uma operação militar como a que os Estados Unidos propuseram para "libertar" à força o Estreito de Ormuz seria "pouco realista". "Há quem defenda a libertação do Estreito de Ormuz pela força por meio de uma operação militar, uma posição expressada em algumas ocasiões pelos Estados Unidos", disse Macron durante uma visita de Estado à Coreia do Sul.
"Não é, em absoluto, a opção que contemplamos e consideramos que é pouco realista", acrescentou.