O Reino Unido registrou nesta quarta-feira um recorde de 938 mortes adicionais por Covid-19 em 24 horas, superando em 152 o maior de seus saldos diários até agora. O país superou, assim, a barreira de 7 mil mortes devido ao coronavírus: 7.097 em comparação com 6.159 registradas até terça-feira.
Único líder de uma grande potência enfermo de Covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, continua na unidade de terapia intensiva e segue "estável". Ele está "está tranquilo e de bom humor", disse o secretário de Estado da Saúde, Edward Argar, ao canal privado Sky News. "Ele recebeu oxigênio inicialmente, mas continua sem utilizar respirador", relatou.
Durante sua hospitalização, o líder conservador foi substituído pelo ministro das Relações Exteriores, Domic Raab, que na terça-feira manifestou sua confiança de que Johnson se recuperará rapidamente. "Se eu sei alguma coisa sobre esse primeiro-ministro, é que ele é um combatente" e "voltará a nos guiar nessa crise em pouco tempo", afirmou em coletiva de imprensa.
O governo britânico se esforça para tranquilizar o país, garantindo que Johnson deixou instruções muito claras sobre o caminho a seguir na luta contra a pandemia e que o trabalho do Executivo continua.
A rainha Elizabeth II, de 93, que está com seu marido, príncipe Philip, de 98, no Castelo de Windsor, oeste de Londres, é mantida informada sobre o estado de saúde de seu primeiro-ministro, de acordo com o Palácio de Buckingham. Na terça-feira, enviou uma mensagem à noiva de Johnson, Carrie Symonds, e a sua família, desejando-lhe uma recuperação "completa e rápida".