A Rússia acusou a Ucrânia, nesta segunda-feira, 29, de lançar 91 drones durante a noite contra a residência oficial do presidente Vladimir Putin, localizada na região de Novgorod. Segundo o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, Moscou poderá “revisar” sua posição nas negociações para resolver o conflito na Ucrânia.
Durante a noite, “o regime de Kiev lançou um ataque terrorista usando 91 drones contra a residência oficial do presidente Vladimir Putin”, afirmou Lavrov em mensagem publicada no Telegram. O chanceler russo alertou para “retaliação” e declarou que a “posição de negociação de Moscou será revisada”.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, negou a acusação e classificou a versão russa como uma “mentira”. “Mais uma mentira da Federação Russa”, declarou o líder ucraniano nesta segunda-feira, durante uma conversa virtual com jornalistas.
Zelensky afirmou ainda que Moscou estaria “simplesmente preparando o terreno para ataques, provavelmente contra a capital e possivelmente contra prédios do governo”, em referência a Kiev.
Após reunião entre Zelensky e Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, se reuniram neste domingo, 28, na Flórida, para discutir o plano de paz que busca encerrar a guerra iniciada pela Rússia em 2022. O encontro durou mais de três horas e terminou sem anúncios concretos ou avanços imediatos.
Mesmo sem resultados práticos, Trump adotou um tom positivo ao final da reunião e disse acreditar que um acordo para encerrar o conflito está próximo. O presidente americano afirmou que as negociações avançaram nas últimas semanas, embora tenha reconhecido a existência de entraves complexos.