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Rússia publica vídeo de drone derrubado em suposto ataque contra casa de Putin

Ataque teria ocorrido na noite de 28 de dezembro na região de Novgorod

Vídeo divulgado mostra destroços de uma aeronave não tripulada em uma área florestal
Vídeo divulgado mostra destroços de uma aeronave não tripulada em uma área florestal Foto : ANDREY BORODULIN / AFP

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou, nesta quarta-feira (31), imagens de um drone que teria sido abatido durante uma suposta tentativa de ataque a uma das residências do presidente Vladimir Putin. Enquanto o Kremlin classifica o episódio como um "ato terrorista" planejado e ameaça endurecer sua postura diplomática, o governo da Ucrânia rebate as acusações, rotulando-as como uma "mentira inventada" para obstruir as atuais negociações para o fim da guerra.

Segundo o relato oficial de Moscou, o ataque teria ocorrido na noite de 28 de dezembro na região de Novgorod, situada estrategicamente entre Moscou e São Petersburgo. O vídeo divulgado mostra destroços de uma aeronave não tripulada em uma área florestal. Embora o governo russo não tenha confirmado a presença de Putin no local no momento da ofensiva, informou que a propriedade não sofreu danos estruturais. Para reforçar a narrativa, o ministério incluiu o depoimento de um suposto morador local que teria testemunhado a ação.

O impacto nas negociações de paz

A denúncia russa surge em um momento de intensa atividade diplomática. No último domingo, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky reuniu-se com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida. Após o encontro, Trump afirmou que as partes estão "mais perto do que nunca" de um acordo para encerrar o conflito iniciado em 2022. Para Zelensky, a acusação de Moscou é uma estratégia deliberada para minar esse progresso e isolar os esforços de mediação internacional.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, endossou a visão ucraniana ao classificar as alegações russas como "infundadas". Segundo Kallas, o Kremlin utiliza essa "distração deliberada" para desviar o foco de avanços reais em direção à paz. A diplomata reiterou que tais táticas buscam desgastar o apoio dos parceiros ocidentais a Kiev no momento em que as discussões sobre um cessar-fogo ganham novo fôlego global.

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