A afirmação foi a primeira reação da Síria após o anúncio de Obama sobre um ataque militar ao país. Obama afirmou no sábado que os Estados Unidos devem promover ações militares limitadas contra a Síria, após o suposto uso de armas químicas pelo regime do presidente Bashar al-Assad. O americano pediu autorização para essa ação ao Congresso.
Oposição quer intervenção militar no país
Coalizão Nacional da Síria, principal aliança da oposição, pediu que o Congresso dos Estados Unidos para autorizar uma intervenção militar na Síria para deter o regime de Bashar Assad. Em comunicado, a oposição afirmou que a comunidade internacional deve punir o regime do presidente sírio para "enviar uma mensagem clara" a ele. No texto, o grupo diz que, caso não haja uma ação, abre-se a possibilidade de surgirem "ditaduras que vão fabricar e exportar armas químicas".
Representantes do grupo rebelde sírio expressaram sua "decepção" pela decisão do presidente norte-americano de aguardar o aval do Congresso, que está em recesso até o dia 9 de setembro.
Samir Nashar, membro do conselho da Coalizão Nacional, disse que "esperava um ataque direto iminente (...), mas nós acreditamos que o Congresso aprovará os ataques militares". "O relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos contém provas irrefutáveis da responsabilidade do regime neste ataque químico", completou. No dia 21 de agosto, explosões em Damasco causaram a morte de 1.429 pessoas.