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Secretário de governo dos EUA visitará México e Equador para falar sobre imigração e China

Será a primeira visita de Marco Rubio ao país, no momento em que Trump pressiona pelo combate à imigração irregular e aos cartéis

Rubio também viajará ao Equador para se reunir com o presidente Daniel Noboa
Rubio também viajará ao Equador para se reunir com o presidente Daniel Noboa Foto : Alex Wroblewski / AFP / CP

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, visitará o México e o Equador na próxima semana para falar sobre imigração e China, informou nesta quinta-feira, 28, o Departamento de Estado.

Será a primeira visita de Rubio ao México como secretário de Estado, em um momento em que o presidente Donald Trump pressiona para que o vizinho do sul coopere no combate à imigração irregular e aos cartéis de drogas.

Rubio também viajará ao Equador para se reunir com o presidente Daniel Noboa, que mantém uma relação próxima com os Estados Unidos, e incentivar o país sul-americano a se distanciar mais da China, informou um funcionário americano.

'Ações rápidas e decisivas'

Em ambas as escalas, Rubio buscará 'ações rápidas e decisivas para desmantelar os cartéis, deter o tráfico de fentanil, acabar com a imigração ilegal' e contrabalançar 'atores malignos extracontinentais', declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Rubio viajará pela terceira vez à América Latina desde que assumiu o cargo em janeiro, tornando-se o primeiro secretário de Estado de origem hispânica.

No entanto, Rubio, que também atua como assessor de segurança nacional de Trump, ainda não havia visitado o México, um parceiro crucial no objetivo do presidente republicano de combater a imigração irregular.

Um funcionário americano, que falou sob condição de anonimato, disse que Rubio estará na Cidade do México na terça e na quarta-feira, onde deve manter um encontro com a presidente Claudia Sheinbaum, que construiu uma relação respeitosa, embora complexa, com Trump.

A mandatária prometeu colaborar com Washington no combate à migração irregular e ao narcotráfico, e Trump a elogiou, assim como fez durante o primeiro mandato de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, um esquerdista como Sheinbaum.

No entanto, Sheinbaum também rejeitou qualquer 'invasão' que ameace a soberania do México depois que Trump assinou uma ordem que autoriza o uso da força militar contra os cartéis, os quais sua administração declarou como organizações terroristas.

Sheinbaum disse na quarta-feira que México e Estados Unidos assinarão um novo acordo de cooperação contra o crime durante a próxima visita de Rubio. Detalhou que ambos os países participarão 'como iguais', trocando informações de forma recíproca.

O funcionário americano minimizou nesta quinta-feira a possibilidade de um acordo formal importante. Os Estados Unidos estão considerando 'questões de fundo' e não 'declarações de soberania e afins', afirmou.

'Obviamente reconhecemos a soberania mexicana, e eles reconhecem a nossa, mas isso não significa que não possamos cooperar juntos', disse, elogiando o México por tomar medidas independentes contra os cartéis.

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