A lei deve ser aprovada esta semana antes do recesso legislativo e depois de o presidente Barack Obama a promulgar. Após dois anos de históricas reduções, os gastos federais voltariam a aumentar em 2014, graças a anulação de 30% dos cortes automáticos que inicialmente reduziriam o orçamento nos próximos dois anos.
Os gastos militares, que sofreriam uma clara redução, aumentarão levemente, para satisfação do Pentágono e do setor de defesa. A anulação parcial das medidas de austeridade provocou a cólera de alguns legisladores conservadores.
Contudo, ambos os partidos reconheceram que o acordo orçamentário continua sendo um compromisso. As grandes reformas do Estado de bem-estar (programas de aposentadorias, saúde, ajudas sociais) e do código fiscal foram indefinidamente adiados.
A extensão da duração dos subsídios para os desempregados de longa data, aprovada durante a recessão, expirará no final do ano, já que os democratas não conseguiram prolongar o programa no próximo ano. Cerca de 1,3 milhão de desempregados perderão esses subsídios no final de dezembro e 4,9 milhões serão afetados em 2014.