Entidades estudantis da França convocaram neste sábado (31) bloqueios em escolas de ensino médio e universidades para terça e quinta-feira. O objetivo é pressionar o governo a reformar o sistema educacional e melhorar as condições de estudo.
A convocação partiu da União Nacional dos Estudantes da França (UNEF) e da União Sindical Secundarista (USL). Segundo a porta-voz da UNEF, Sabrine Kharbach, a mobilização também é uma forma de protesto contra a proibição do trajeto que havia sido solicitado para as manifestações deste sábado.
“Ao querer proibir manifestações toda semana, ao querer proibir desfiles que sempre ocorreram em boas condições, vamos mostrar que estão errados (...) e que nossas reivindicações são legítimas”, declarou Kharbach, que também falava em nome da USL, no início da marcha em Paris.
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“A partir desta terça-feira, bloquearemos nossas universidades e liceus, e voltaremos a fazê-lo na quinta-feira antes de nos unirmos à manifestação de 5 de novembro convocada pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras”, afirmou a porta-voz aos jornalistas.
“Não pedimos luxo, não pedimos um MacBook em cada sala de aula, não pedimos um restaurante gastronômico”, declarou Ryad Rani, presidente da USL. “Pedimos condições dignas, condições adequadas para podermos estudar.”
Cerca de 15 mil manifestantes participaram neste sábado de protestos em toda a França, onde a situação permanece “globalmente calma”, informou o Ministério do Interior.
O terceiro fim de semana de protestos transcorre “sem incidentes relevantes”, destacou o ministério. Até as 13h GMT (10h no horário de Brasília), no entanto, a polícia havia detido 27 pessoas, ante 217 há uma semana.