Suécia e Holanda pediram nesta sexta-feira, 29, que a União Europeia adote sanções contra Israel e Hamas, incluindo a suspensão de um acordo comercial com os israelenses.
Em carta enviada à chefe de relações exteriores do bloco, Kaja Kallas, chanceleres dos dois países pediram punição específica a ministros radicais e aos colonos judeus na Cisjordânia.
A Turquia também aumentou a pressão sobre Israel nos últimos dias, ao fechar seu espaço aéreo para aviões israelenses - mais tarde, o governo esclareceu que o veto valia apenas para aeronaves transportando membros do governo e armas.
A decisão do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, seria uma reação às declarações do premiê israelense, Binyamin Netanyahu. Na terça-feira, o premiê foi questionado, em entrevista em um podcast, por que Israel não reconhecia o genocídio armênio de 1915 - cometido pelos turcos otomanos, um tema sensível para a Turquia. 'Mas reconhecemos.
Acho que o Parlamento aprovou uma resolução nesse sentido' - o que nunca aconteceu. A Turquia reagiu. 'Os comentários de Netanyahu sobre os acontecimentos de 1915 são uma tentativa de explorar tragédias passadas por motivos políticos', disse a chancelaria turca, em comunicado.
Genocídio
Na quinta-feira, 28, centenas de funcionários da principal agência de direitos humanos da ONU assinaram uma carta solicitando aos chefes da área que declarem a ofensiva israelense em Gaza um 'genocídio' e peçam aos países que suspendam a venda de armas a Israel.
A carta foi assinada por cerca de 500 dos 2 mil funcionários do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (Acnudh), com sede em Genebra e em Nova York.
A mensagem afirma que a ofensiva em Gaza já atende ao requisito legal de genocídio, o que significa que 'a venda de armas, transferência e apoio logístico ou financeiro às autoridades israelenses' constituem uma violação do direito internacional. Israel nega que esteja cometendo genocídio em Gaza e não comentou a carta.
Segundo os funcionários da Acnudh, ao não adotar uma medida contra Israel, a ONU desgasta o regime internacional de direitos humanos, repetindo tragédias como a de Ruanda, em 1994.