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Suprema Corte dos EUA dividida em caso de cobertura de contracepção

Discussão é sobre reforma do governo Trump que busca limitar cobertura de métodos contraceptivos

Os nove magistrados do tribunal analisaram caso em uma conferência telefônica
Os nove magistrados do tribunal analisaram caso em uma conferência telefônica Foto : Saul Loeb / AFP / CP

A Suprema Corte dos Estados Unidos se mostrou dividida nesta quarta-feira na discussão sobre uma reforma do governo de Donald Trump que busca limitar a cobertura de métodos anticoncepcionais, prejudicando o acesso, em nome da defesa dos valores religiosos. Os nove magistrados do tribunal, confinados desde meados de março devido ao novo coronavírus, analisaram o caso em uma conferência telefônica.

O caso se refere a uma das medidas emblemáticas da lei de seguro de saúde do ex-presidente Barack Obama, "Obamacare", que obrigou os empregadores a cobrir os métodos de contraconcepção dos funcionários. Segundo seus defensores, isso beneficiou mais de 56 milhões de mulheres que anteriormente não tinham acesso a métodos como pílulas ou DIU.

Depois da eleição de Trump, com o apoio da direita evangélica em particular, seu governo decidiu conceder uma ampla isenção da norma a todos os empregadores com objeções "sinceras, morais ou religiosas". Os tribunais bloquearam a reforma e seu futuro está agora nas mãos do mais alto órgão da justiça, que conta com novos magistrados conservadores nomeados por Trump.

O tribunal deve emitir sua decisão em junho, mas a pandemia pode alterá-la.