A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (19), um recurso de Khalid Sheikh Mohammed, considerado o mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001, e de dois de seus partícipes, que buscava restabelecer seu acordo de culpabilidade anulado em 2025. A Corte rejeitou o recurso, que cancelaria a realização de seu julgamento perante um tribunal militar em Guantánamo, previsto a partir de junho de 2028.
Mohammed e outros três acusados (Walid ben Attash, Mustafa al-Hawsawi e Ammar al Baluchi, também conhecido como Ali Abdul Aziz Ali) serão julgados por terrorismo e pela morte de cerca de 3.000 pessoas nesses atentados em Nova York. Paquistanês criado no Kuwait, Mohammed foi um dos principais tenentes de Osama bin Laden dentro da organização jihadista Al-Qaeda até sua captura em março de 2003, no Paquistão.
Os quatro homens, que estão entre os últimos detidos na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, nunca foram julgados, já que o processo se estagnou para determinar se as torturas sofridas invalidariam as provas de acusação reunidas contra eles. A Justiça Militar americana declarou em agosto inadmissíveis as confissões de Mohammed, que passou por prisões secretas da CIA na Polônia, onde sofreu sessões de interrogatório sob tortura antes de sua transferência para Guantánamo em setembro de 2006, incluindo suas declarações a interrogadores na base militar em 2007.
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Em julho de 2025, um tribunal de apelação americano havia anulado o acordo de culpabilidade firmado por Mohammed e dois partícipes, atrasando ainda mais a resolução judicial de um dos episódios mais traumáticos da história dos Estados Unidos. Esses acordos, que sem dúvida lhes teriam evitado enfrentar a pena de morte, geraram polêmica em plena campanha para as eleições presidenciais de novembro de 2024.