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Supremo do México rejeita projeto que descrimina aborto

Corte reconheceu necessidade de se analisar questão por nova legislação

Supremo do México rejeita projeto que descrimina aborto
Supremo do México rejeita projeto que descrimina aborto Foto : Javier Guerrero / AFP / CP
A primeira turma da Suprema Corte do México rejeitou nesta quarta-feira um projeto que previa a descriminação do aborto em todo o país, mas reconheceu a necessidade de se analisar a questão e elaborar uma nova legislação. Por três votos contra um, os ministros rejeitaram o projeto que pretendia declarar inconstitucionais dois artigos do código penal federal que criminalizam o aborto e restringem os casos para a interrupção da gravidez.

O projeto previa entre as causas para o aborto o risco para a saúde da gestante e anulava o artigo que pune com prisão - de seis meses a cinco anos - a mulher que aborte sem autorização legal. O texto também propunha não reconhecer como aborto a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação, como já ocorre na capital mexicana.

Os três ministros que votaram contra o projeto reconheceram que o aborto é uma questão no México que deve ser analisada a fundo pelo Supremo, e instruíram um outro ministro, da mesma turma, a elaborar uma nova iniciativa para ser votada nos próximos meses.

Os ministros da primeira turma discutiram o caso de Margarita Pino, que em 2013, com 41 anos e diante de uma gravidez que ameaçava sua saúde, solicitou ao Instituto de Segurança de Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado a interrupção de sua gravidez, o que foi negado.