Autoridades americanas identificaram um suspeito na investigação do ataque a tiros ocorrido no sábado (13) na Universidade Brown, em Providence, no estado de Rhode Island, que resultou na morte de dois estudantes e deixou ao menos oito pessoas gravemente feridas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18) pela imprensa dos Estados Unidos. "Os investigadores acreditam que identificaram um suspeito no ataque a tiros na Universidade Brown, segundo dois funcionários da polícia familiarizados com o caso", informou a CNN.
A CBS News, por sua vez, reportou uma informação similar. O ataque aconteceu no edifício Barus and Holley, onde funcionam os departamentos de engenharia e física e onde provas estavam sendo aplicadas no momento do incidente. Segundo o prefeito de Providence, Brett Smiley, as oito vítimas feridas permanecem em estado crítico, porém estável.
Após os disparos, a universidade emitiu um alerta de “atirador ativo”, orientando estudantes e funcionários a permanecerem recolhidos, com portas trancadas e celulares silenciados. Um grande efetivo policial e equipes de emergência foram mobilizados, e a ordem de confinamento seguiu em vigor por várias horas.
O suspeito, descrito pelas autoridades como um homem vestido completamente de preto, foi visto deixando o prédio logo após o ataque e segue foragido. Nenhuma arma foi localizada até o momento.
O FBI informou que colocou “todas as capacidades necessárias” à disposição da investigação, e agentes do Escritório de Controle de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) também atuaram no local.
O presidente Donald Trump declarou em sua plataforma Truth Social que foi informado sobre a situação. "Que coisa terrível", disse ele. "Tudo o que podemos fazer agora é orar pelas vítimas."
Testemunhas relataram momentos de pânico no campus. Katie Sun, estudante ouvida pelo jornal universitário Brown Daily Herald, contou que ouviu os tiros vindos da área das salas de aula e correu para o alojamento, deixando seus pertences para trás.
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Armas de fogo nos EUA
Este é o mais recente de uma longa série de ataques armados em centros educativos nos Estados Unidos, país no qual as tentativas para restringir o acesso fácil às armas de fogo enfrentam um bloqueio político.
Com mais armas de fogo em circulação que o número de habitantes, os Estados Unidos apresentam a maior taxa de mortalidade por armas de todos os países desenvolvidos.
Os ataques a tiros são um flagelo recurrente que os sucessivos governos não conseguiram conter até agora, já que muitos americanos continuam muito apegados ao direito de ter armas, garantido pela Constituição.
Em 2024, mais de 16 mil pessoas, sem contar os suicídios, foram assassinadas com armas de fogo, segundo a ONG Gun Violence Archive.