Mundo

Trump anuncia perdão a ex-presidente de Honduras preso por narcotráfico nos EUA

Juan Orlando Hernández está detido por facilitar entrada de cocaína no território norte-americano

Trump indicou tratamento "injusto" contra político hondurenho
Trump indicou tratamento "injusto" contra político hondurenho Foto : BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio nesta sexta-feira (28) na política de Honduras ao conceder indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014 - 2022), condenado por tráfico de drogas, e ao ameaçar reduzir a ajuda ao país centro-americano caso seu candidato preferido perca as eleições de domingo. Trump anunciou o indulto a Hernández, que cumpre pena de 45 anos de prisão nos Estados Unidos, em uma publicação nas redes sociais.

O presidente acrescentou que apoia Nasry Asfura, candidato do Partido Nacional, legenda do próprio Hernández. 'Se ele não ganhar, os Estados Unidos não desperdiçarão mais dinheiro, porque um líder errado só pode trazer resultados catastróficos a um país, seja qual for', escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Asfura, um empresário da construção civil de 67 anos e ex-prefeito da capital hondurenha, disputa uma corrida acirrada contra a advogada Rixi Moncada, do governista Partido Livre (esquerda), e o apresentador de televisão Salvador Nasralla, do direitista Partido Liberal. Após o anúncio de Trump, Asfura afirmou que não tem 'nenhuma vinculação' com Hernández. 'Ele foi presidente da República. O partido não é responsável por ações pessoais', disse, por telefone.

Hernández, presidente de Honduras entre 2014 e 2022, foi extraditado aos Estados Unidos poucas semanas após deixar o cargo, quando a atual mandatária, Xiomara Castro (esquerda), assumiu o poder. Em março de 2024, um júri de Nova York o declarou culpado de facilitar a entrada nos Estados Unidos de centenas de toneladas de cocaína - principalmente de Colômbia e Venezuela - através de Honduras. Segundo a Justiça americana, essas ações tiveram início em 2004, muito antes de Hernández chegar à presidência.