O presidente Donald Trump elevou a tensão global ao declarar que o objetivo da atual ofensiva militar é remover o governo teocrático do Irã, nêmesis histórico dos Estados Unidos. Em pronunciamento em vídeo, Trump abandonou a retórica de um acordo nuclear limitado para prometer a "aniquilação" da marinha e dos mísseis iranianos.
Dirigindo-se diretamente aos cidadãos do país, o republicano afirmou que a "hora da liberdade está próxima" e convocou os iranianos a assumirem o controle do governo, classificando o momento como uma oportunidade única em gerações.
Coordenação com a oposição no exílio
Em um movimento que indica alinhamento estratégico, Reza Pahlavi, filho do falecido xá deposto na revolução de 1979, reforçou a mensagem de Washington. Vivendo no exílio, Pahlavi convocou a população a permanecer vigilante para uma "ação final" nas ruas, cujo momento exato ele prometeu anunciar em breve.
Essa coordenação marca o maior esforço dos EUA para remodelar o Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, apesar das críticas anteriores de Trump aos "construtores de nações" e aos formuladores de políticas neoconservadores.
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Mudança de postura e o fator Venezuela
A nova agressividade de Trump contrasta com as postagens de seus conselheiros, como Stephen Miller, que durante a campanha de 2024 classificavam rivais como belicistas. O cenário no Irã, no entanto, mudou após a repressão violenta a manifestações populares em dezembro, que deixou milhares de mortos e fragilizou a República Islâmica.
Trump também usou como precedente a operação na Venezuela em janeiro, onde forças dos EUA capturaram Nicolás Maduro, embora naquela ocasião tenha optado por negociar com a sucessora Delcy Rodríguez em vez de instalar a oposição democrática.
Com informações da AFP.