O presidente americano, Donald Trump, declarou, nesta terça-feira (21), que os Estados Unidos "não terminaram de jeito nenhum" sua campanha contra o Irã, após a décima noite consecutiva de bombardeios contra infraestruturas iranianas.
"Se partíssemos agora, o Irã levaria 20, 25 anos para se reconstruir. Mas não terminamos de jeito nenhum", afirmou, durante uma conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Ataques e tensões se intensificam no Golfo
O Irã atacou hoje instalações americanas de radares e defesa antiaérea no Golfo. A ação ocorreu após Washington ter sido advertida sobre ataques "ainda mais poderosos" em um conflito que ameaça se espalhar, com o envolvimento dos rebeldes huthis do Iêmen.
As forças dos EUA bombardearam centros de comando, capacidades navais e bases de mísseis e drones. O objetivo é "degradar a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".
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A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta terça-feira que apreendeu dois petroleiros nessa via crucial para o trânsito mundial de hidrocarbonetos. Na véspera, outros dois navios tiveram o mesmo destino, e quatro no dia anterior.
Horas antes, um navio-tanque foi atingido por um "projétil não identificado" perto da costa de Omã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Além disso, o tráfego marítimo na região corre o risco de ficar ainda mais paralisado. Isso acontece depois que os huthis do Iêmen, aliados próximos de Teerã, bloquearam o Mar Vermelho à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.
Essa ação pode provocar uma "escalada regional ainda maior", alertou o porta-voz do secretário-geral da ONU. Condenada energicamente por Riade, a decisão dos huthis de bloquear o Estreito de Bab el-Mandeb faz temer "um choque muito mais grave" devido à sua importância como rota alternativa a Ormuz, advertiu também Andreas Krieg, especialista em segurança do King"s College de Londres.