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Trump não foi eleito para ser o imperador do mundo, diz Lula à CNN

Presidente fez declaração em meio à discussão sobre tarifas de 50% sobre produtos brasileiros

Lula fez novas críticas a Donald Trump
Lula fez novas críticas a Donald Trump Foto : Evarista Sa / AFP / CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quinta-feira uma nova manifestação a respeito dos recentes movimentos do colega norte-americano Donald Trump. Em entrevista à rede de notícia CNN, dos Estados Unidos, o chefe de estado brasileiro teceu críticas ao empresário.

"O presidente Trump não foi eleito para ser o imperador do mundo”, afirmou em meio à discussão pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA. A declaração faz parte de uma entrevista concedida à jornalista americana Christiane Amanpour.

Tarifaço, pedido por respeito e carta

A instabilidade na relação entre Brasil-Estados Unidos começou a partir do “tarifaço”, motivado pela insatisfação de Trump com o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, suspeito de tentar um golpe de Estado.

Nos dias seguintes ao anúncio, o presidente Lula criticou o colega norte-americano e condenou a intromissão no sistema judicial brasileiro. “Com todo o respeito presidente Trump, o senhor está mal informado. Eu é que deveria taxar ele”, disse ainda na semana passada. “Eu respeito todo mundo. Eu respeito banqueiro e bancário, eu respeito vereador e presidentes. Eu sempre me dei bem com todo mundo. A relação humana é química, tem que sentir o bater do coração. Eu fiz isso com Obama, eu fiz com o Bush, eu fiz com o Clinton, com o Chirac, Sarkozy”, acrescentou ao citar líderes com quem conviveu na vida pública.

Nessa quarta-feira, o ministro da Indústria, Geraldo Alckmin; e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); divulgaram um vídeo conjunto em que defendem a atuação conjunta entre governo e Congresso na reversão das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Ontem, o governo brasileiro divulgou uma carta abordando as tarifas e ressaltando cinco pontos de interesse do Brasil. Na manifestação, a administração brasileira revela indignação pelas taxas e disse que vê a parceria entre os dois países sendo colocada em risco. No entanto, o espaço para diálogo foi aberto por parte das autoridades brasileiras.

Pix na mira

Os Estados Unidos iniciaram na terça uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. As críticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência com Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas, e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.

A resposta brasileira veio através do governo brasileiro, que usou as redes sociais para se manifestar.

Em postagem feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Planalto mandou o seguinte recado aos americanos: “O Pix é nosso, my friend”.

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