A Ucrânia denunciou nesta sexta-feira (26) que seu espaço aéreo foi violado por vários drones de reconhecimento, afirmando que as aeronaves "provavelmente são húngaras". O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, fez a acusação no X, sugerindo que Budapeste estaria espionando a zona fronteiriça.
"As avaliações preliminares sugerem que eles podem estar realizando reconhecimentos sobre o potencial industrial das zonas fronteiriças da Ucrânia", indicou Zelensky. A Hungria, país-membro da União Europeia (UE) que mantém a postura mais crítica em relação a Kiev, não se manifestou imediatamente sobre a acusação.
Tensão diplomática
A denúncia de espionagem surge em meio a uma escalada na tensão diplomática entre os dois países. Horas antes, a Ucrânia havia proibido a entrada em seu território de três militares húngaros, em resposta ao veto anterior de Budapeste a três oficiais ucranianos.
A Hungria reagiu à medida, acusando a Ucrânia de aplicar "políticas antihúngaras". O ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto, expressou seu descontentamento no Facebook: "E essas são as pessoas que esperam que apoiemos sua adesão à União Europeia (...) Não podem estar falando sério".
A Ucrânia solicitou a entrada na UE após a invasão russa em fevereiro de 2022, mas suas negociações de adesão têm sido sistematicamente bloqueadas pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, visto como alinhado ao Kremlin. Budapeste argumenta que a entrada da Ucrânia representaria um risco de segurança e poderia arrastar a Hungria para um conflito direto com a Rússia.
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