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Vice-presidente do Iraque é condenado à morte

Tarek al-Hashemi foi condenado por tramar assassinato de 150 iraquianos

Vice-presidente iraquiano Tareq al-Hashemi é condenado à morte
Vice-presidente iraquiano Tareq al-Hashemi é condenado à morte Foto : Bulent Kilic / AFP / CP
A justiça do Iraque condenou à morte o vice-presidente Tarek al-Hashemi, um dos principais dirigentes sunitas do país, pela morte de uma advogada e um general. Ahmed Qahtan, secretário particular e genro de Hashemi, recebeu a mesma sentença proferida pelo tribunal penal de Bagdá neste domingo. Os três juízes precisaram apenas de meia hora de deliberação para chegar a seu veredicto.

Os dois, refugiados na Turquia, eram acusados de tramar o assassinato de cerca de 150 funcionários iraquianos, incluindo seis juízes e o diretor-geral do ministério da Segurança Nacional. Hashemi nega todas as acusações. O tribunal de Bagdá indicou que a sua responsabilidade no assassinato de uma advogada e do general Talib Belassim foi estabelecida por provas suficientes para condená-los à morte por enforcamento. Os juízes receberam o pedido do advogado dos réus de manter duas acusações, mas de abandonar uma terceira sobre o assassinato de um membro do alto escalão das forças de segurança.

A defesa descreveu o julgamento de Hashemi como injusto e acusou o tribunal de ceder à pressão política. Em resposta, um juiz ameaçou: "vocês atacam o Judiciário. Se continuarem, vão responder por suas palavras". De acordo com a lei iraquiana, Hashemi e seu genro têm 30 dias para recorrer da sentença.

Um mês após início do julgamento, Hashemi se refugiou na Turquia

O julgamento de Tareq al-Hashemi foi aberto à revelia em 15 de maio, em Bagdá. E durante as audiências, o réu não parou de contestar as acusações contra ele e culpar o seu inimigo político, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, em canais de televisão internacionais.

Nascido em 1942, Hashemi chegou à vice-presidência do Iraque em abril de 2006. Líder do Partido Islâmico do Iraque, com alguns membros com ligações com insurgentes sunitas, fundou posteriormente o Partido de Renovação (Tajdid, em árabe), membro do bloco laico Iraqiya, dominado por sunitas. Vitorioso em número de cadeiras nas eleições de 2010, o Iraqiya foi ofuscado por Maliki.

Reeleito vice-presidente em 2010, Tarek al-Hashemi foi indiciado em dezembro passado, logo após a saída das tropas americanas do Iraque, de dirigir esquadrões da morte. Hashemi e seus partidários denunciam há mês um julgamento para fins puramente políticos, como parte do conflito entre Iraqiya e Maliki, um xiita, que eles acusam de autoritarismo.

Primeiro refugiado na província autônoma do Curdistão, onde as autoridades se recusaram a devolvê-lo para Bagdá, Hashemi foi para a Turquia em abril. Mais uma vez, as autoridades se recusaram a extraditá-lo, apesar do pedido de prisão pela Interpol por "financiar ataques terroristas" em seu país.

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