O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta terça-feira (20) a explicar o que fará para adquirir a Groenlândia, mas sugeriu a possibilidade de chegar a um acordo, enquanto líderes europeus expressam rejeição às suas intenções sobre a ilha dinamarquesa.
Questionado, horas antes de viajar para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, sobre até onde pretende ir em sua ambição, Trump limitou-se a dizer: "Vocês vão descobrir. Temos várias reuniões programadas sobre a Groenlândia, e acredito que as coisas vão sair muito bem", disse Trump antes de embarcar para a cidade suíça.
A Dinamarca advertiu que a aliança da Otan está em risco caso Trump leve adiante suas ameaças. Durante o fim de semana, o mandatário prometeu novas tarifas a países europeus - incluindo Reino Unido, França e Alemanha - que enviaram tropas à Groenlândia para um exercício militar.
Trump minimizou a possibilidade de estar colocando em risco o acordo comercial firmado em 2025 com a União Europeia: "Eles precisam muito do acordo conosco". "Acredito que encontraremos uma solução com a qual a Otan ficará muito satisfeita, e nós também", acrescentou.
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O republicano insistiu que os Estados Unidos precisam anexar a Groenlândia por razões de "segurança nacional e até global". Trump afirmou que os EUA devem tomar posse da Groenlândia diante da suposta ameaça de que Rússia ou China tentem fazer o mesmo, embora nenhuma das duas potências tenha manifestado tal interesse.
Os líderes da Groenlândia e da Dinamarca insistiram que a ilha não está à venda, e moradores de ambos os territórios protestaram no fim de semana contra as pretensões de Trump. "Quando eu falar com eles, tenho certeza de que ficarão muito animados", afirmou, referindo-se à oposição dos groenlandeses.