Após dois dias de julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Passo Fundo, Luciano Costa dos Santos foi condenado a 57 anos de prisão em regime inicial fechado. Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decisão foi sentenciada na tarde de sexta-feira (12), após a votação dos jurados. Preso desde a investigação, o réu não poderá recorrer em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o réu foi o responsável pelo planejamento e financiamento da ação criminosa que resultou na morte de três pessoas em maio de 2020, no bairro Edmundo Trein. As vítimas foram Diênifer Padia, 26 anos, Kétlyn Padia dos Santos, 15, e Alessandro dos Santos, 35.
No caso de Diênifer, o júri reconheceu as qualificadoras de homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em relação a Kétlyn e Alessandro, o réu foi condenado pelas qualificadoras de emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de ter agido para assegurar a impunidade de outro crime.
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O julgamento teve início na quinta-feira (11), presidido pelo juiz substituto André Luis Ferreira Coelho, da 1ª Vara Criminal Especializada em Júri. Seis testemunhas foram ouvidas ao longo da sessão, além do interrogatório de Luciano, que durou mais de uma hora e meia. Os debates entre acusação e defesa ocuparam o último dia, e a sentença foi lida por volta das 17h.
Atuaram no caso o promotor de Justiça Leonardo Giardin de Souza, pelo Ministério Público, e o advogado Gustavo Kronbauer da Luz como assistente de acusação. A defesa foi feita pelos advogados José Paulo Schneider, Matheus da Silva Antunes e João Augusto Ribeiro Kovalski.