Após a confirmação por parte da Promotoria da retomada dos depoimentos referentes ao caso da morte do jovem Dudu Fosch para esta sexta-feira, o Ministério Público admite que as oitivas foram transferidas para o início do próximo mês. Em virtude de uma incompatibilidade entre horários, as testemunhas serão inquiridas no dia 3 de junho. A promotora que responde pelo caso é Sônia Mensch, que em entrevista à Rádio Guaíba, quando do fechamento dos dois anos da morte do adolescente, garantiu estar convicta que o caso não se tratou de um acidente.
Em 27 de abril de 2013, uma festa no condomínio de alto padrão Jardim do Sol, na zona Sul de Porto Alegre, reuniu cerca de 150 jovens e seis seguranças. A confraternização, com bebidas liberadas, se estendeu pela madrugada. Encontrado desacordado na manhã seguinte, Eduardo Fosch, de 17 anos, foi levado para a UTI do Hospital de Pronto Socorro, onde permaneceu nove dias internado e faleceu em 6 de maio.Um inquérito policial foi aberto cerca de um mês depois da morte e questões importantes foram deixadas de lado, mantendo, ao fim da investigação, a teoria de que Dudu foi vítima do acaso.
A promotora garante que um número expressivo de provas já está anexada ao processo e que os próximos passos servirão para endossar a investigação e a posição do MP: “ainda não vamos falar em nomes, mas estamos muito próximos de apontar quem está envolvido na morte”. A família de Eduardo também encaminhou o caso à Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que examina o processo.
Além da violência física, os pais de Eduardo sugerem a possibilidade de que o fato de o jovem ser negro tenha relação com o fato.
Adiada retomada dos depoimentos sobre morte de jovem em festa na Capital
Depoimentos do caso Dudu Fosch haviam sido agendados para sexta-feira