De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) ela entrou com a sacola no parlatório e conversou com o seu cliente. Até este local é permitido que o advogado entre com embrulhos ou sacola, pois não tem contato físico com o detento. No entanto, segundo a Susepe, após falar com o preso, a advogada saiu do local e ao invés de se dirigir para a saída, entrou em um corredor, existente ao lado do parlatório e que leva às galerias.
Almoço
Como era horário do almoço, a advogada teria tentado entrar no corredor da galeria quando a comida era distribuída em um carrinho. Neste momento, de acordo com a Susepe, ela foi detida pelos agentes penitenciários.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Rio Grande do Sul, Cláudio Lamachia, determinou a abertura de um processo ético-disciplinar para apurar o caso. Lamachia também recomendou o estudo da possibilidade de uma suspensão cautelar, se comprovada a culpa da suspeita. “Ela terá direito a ampla defesa”, assegurou Lamachia. “Estamos examinando os documentos que a Susepe nos enviou.”
A defensora já vinha sendo monitorada por integrantes do setor de inteligência da Susepe. De acordo com o titular da instituição, Gelson Treisleben, os agentes penitenciários desconfiavam da advogada e já tinham apurado como outros aparelhos foram adquiridos por presos.