Segundo Anne, sua cliente lhe passou um e-mail onde afirmava estar no Rio e “se alguma coisa acontecer comigo, você já sabe quem foi”. A mensagem continuava lembrando que anteriormente ela já havia sido sequestrada pelo goleiro. O depoimento da advogada será anexado no processo que tramita na Justiça de Minas Gerais, do qual um dos réus é o goleiro Bruno.
Anne disse que sua cliente estava muito ansiosa em relação à pensão alimentícia, pois estava sem trabalho e não tinha condições de manter o filho, quando ele nascesse. Eliza procurava com insistência Bruno, pedindo para que o exame de DNA fosse feito logo. “Ela acreditava que nada de ruim poderia acontecer com ela e com o filho”.
Eliza Samudio desapareceu no início de junho e, um mês depois, oito pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Após os depoimentos dos envolvidos, a Polícia Civil concluiu que Eliza teria sido sequestrada com seu filho no Rio de Janeiro, no dia 4 de junho, e levada para Minas Gerais.
Segundo a polícia, a jovem teria sido mantida com o filho no sítio de Bruno e, dias depois, teria sido morta na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Prisão
Bruno passou mal pela manhã e foi levado para a enfermaria do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). De acordo com informações da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, ele sentiu dores de cabeça e vomitou.
Depois de sair da enfermaria, ele foi encaminhado à Policlínica de Nova Contagem, onde mediu a pressão e tomou soro. Posteriormente, Bruno voltou para a unidade prisional e passa bem, ainda segundo a secretaria.