Polícia

Advogado de diplomata afirma ter prova de que dinheiro está com ONG

Vice-cônsul de Portugal é suspeito de envolvimento em golpe na Arquidiocese de Porto Alegre

O advogado Amadeu Weinmann, defensor de Adelino D’Assunção Nobre de Melo Vera Cruz Pinto, vice-cônsul de Portugal, disse ter e-mails comprovando que a quantia de R$ 2,5 milhões está em poder de uma ONG belga e não de seu cliente. A instituição faria parte de um suposto golpe na Arquidiocese de Porto Alegre. A quantia prometida para as obras é de R$ 12 milhões. O dinheiro da Arquidiocese foi usado como contrapartida com o objetivo de garantir recursos para a reforma de duas igrejas no Estado.

As mensagens eletrônicas teriam sido trocadas entre o padre Luís Inácio Ledur, que entabulou as negociações, o vice-cônsul português, e Teresa Falcão e Cunha, da ONG. Em uma das correspondências, Teresa escreve ao padre, alertando que a presença de Adelino nas negociações poderia provocar uma investigação da Receita Federal e até mesmo de organismos internacionais.

A contrapartida da igreja - R$ 2,5 milhões - foi depositada na conta o diplomata lusitano, que teria repassado à ONG. Pinto explicou ter feito isso a pedido da igreja, pois esta como entidade filantrópica não poderia fazer remessas para o exterior. De acordo com Weinmann, que no início da noite desta quarta-feira estava embarcando em um voo de Brasília para a Capital, o diplomata não se envolveu nas tratativas.

Teresa teria enviado uma mensagem ao padre Ledur, onde sugere a ele que afaste o diplomata lusitano das negociações. A alegação seria que o vice-cônsul estaria pressionando para que a ONG europeia que lhe devolvesse o dinheiro.

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