As mensagens eletrônicas teriam sido trocadas entre o padre Luís Inácio Ledur, que entabulou as negociações, o vice-cônsul português, e Teresa Falcão e Cunha, da ONG. Em uma das correspondências, Teresa escreve ao padre, alertando que a presença de Adelino nas negociações poderia provocar uma investigação da Receita Federal e até mesmo de organismos internacionais.
A contrapartida da igreja - R$ 2,5 milhões - foi depositada na conta o diplomata lusitano, que teria repassado à ONG. Pinto explicou ter feito isso a pedido da igreja, pois esta como entidade filantrópica não poderia fazer remessas para o exterior. De acordo com Weinmann, que no início da noite desta quarta-feira estava embarcando em um voo de Brasília para a Capital, o diplomata não se envolveu nas tratativas.
Teresa teria enviado uma mensagem ao padre Ledur, onde sugere a ele que afaste o diplomata lusitano das negociações. A alegação seria que o vice-cônsul estaria pressionando para que a ONG europeia que lhe devolvesse o dinheiro.