• Leia mais sobre o caso Bernardo
“Fica claro no vídeo que o garoto era ameaçado, inclusive de morte. Quando Graciele Uguline, madrasta de Bernardo, é identificada dizendo ‘tu vai ter o mesmo destino da tua mãe’, fica evidente uma confissão velada do crime’, disse o advogado.
Conforme a Polícia Civil, Odilaine Uglione cometeu suicídio no interior do consultório de Leandro. A família dela, no entanto, nunca acreditou nessa versão. O pedido do advogado ao Tribunal de Justiça deve ser encaminhado nos próximos dias. Há um mês, em 28 de julho, o primeiro pedido de reabertura do caso foi negado pela Justiça de Três Passos.
Na terça-feira, quatro das onze testemunhas de acusação referentes ao assassinato de Bernardo foram ouvidas no Fórum de Três Passos. O depoimento da delegada Caroline Bamberg Machado, considerada testemunha-chave no caso, durou quatro horas e meia, o que atrasou as demais oitivas. Oito depoimentos de acusação foram remarcados para o dia 8 de setembro, no mesmo local. As 22 testemunhas de defesa, inicialmente convocadas para depor também na terça-feira, seguem sem nova data para depor. Além disso, 44 testemunhas – tanto de defesa quanto de acusação – serão ouvidas através de carta precatória, fora de Três Passos.
Relembre o caso
Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril e foi encontrado morto dez dias depois enterrado em um buraco de uma propriedade rural no interior de Frederico Westphalen. São acusados da morte do garoto o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvania e Evandro Wirganovickz. De acordo com a investigação, Graciele disse ao garoto que a intenção era ir até o município vizinho para comprar um televisor. Lá, com a ajuda de Edelvânia, o menino foi dopado e recebeu a aplicação de uma injeção letal com o tranquilizante Midazolan. Depois, ele foi enterrado enrolado em um saco plástico e teve soda jogada sobre o corpo, para acelerar a decomposição. O irmão de Edelvânia é suspeito de ter auxiliado a abrir o buraco onde ele foi encontrado.