Polícia

Antigo quartel do Batalhão de Ferro entra na reta final de demolição em Porto Alegre

Estrutura foi entregue à empresa responsável pela obra no final de julho e apenas a fachada histórica será preservada

Demolição do antigo casarão do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), no bairro Praia de Belas
Demolição do antigo casarão do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), no bairro Praia de Belas Foto : Camila Cunha

O antigo quartel do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), conhecido como Batalhão de Ferro, entrou definitivamente na fase final de demolição em Porto Alegre. Um mês após a transferência da unidade para a sede provisória, a maior parte das edificações do complexo, no bairro Praia de Belas, já foi demolida.

Quem circula pela região já se depara com cenário de tapumes predominando a paisagem. O local que por décadas abrigou os militares da corporação já está praticamente todo em ruínas, restando apenas o prédio da fachada histórica, que será preservado para integrar o futuro complexo policial.

Apesar de não possuir tombamento oficial, o que permite a intervenção estrutural, a decisão de manter a fachada busca remeter à identidade histórica. O antigo quartel abrigava uma das unidades mais tradicionais da Brigada Militar. Antes da mudança, o complexo já apresentava diversos problemas estruturais, agravados pelas enchentes de 2024, que danificaram móveis, equipamentos e parte das edificações.

Conforme a Brigada Militar, a área foi totalmente entregue à empresa responsável pela obra no último dia 28. Desde então, a corporação não mantém mais nenhum efetivo, nem equipes realizando segurança patrimonial no local, que passou a ser de responsabilidade da construtora.

A demolição faz parte do projeto de construção da nova sede do 1º BPM. O contrato prevê a preservação da fachada histórica e a implantação de um novo complexo policial no terreno. As obras são executadas pela Construtora Porto Beton S/A, responsável pela elaboração dos projetos e pela execução da construção.

O investimento previsto é de R$ 37,9 milhões, com prazo contratual de 450 dias para conclusão dos serviços. Enquanto isso, o efetivo do batalhão permanece atuando na sede provisória instalada no antigo prédio da Procergs, na rua Mário Totta, no bairro Tristeza.

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