Uma operação internacional, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS), resultou na prisão – na cidade do Porto, em Portugal – de uma advogada condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver no município gaúcho de Campestre da Serra. A captura foi realizada na última terça-feira, pela Polícia Judiciária portuguesa, com apoio da Guarda Civil espanhola.
A ação foi um pedido do próprio Gaeco, por meio do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI). O trabalho, que faz parte do projeto Cumpra-se, envolveu o Núcleo de Inteligência (NIMP) do MPRS, a Unidade Operacional da Coordenadoria do Gaeco, a Polícia Federal, a Interpol, o CCPI e as autoridades policiais da Europa, demonstrando a efetividade da cooperação internacional no combate à impunidade.
A advogada havia sido condenada a 25 anos de prisão pelo homicídio do ex-companheiro, o motorista de aplicativo Mateus Pereira de Campos, 33 anos, ocorrido em 2019, em Campestre da Serra. Após o julgamento no Tribunal do Júri, que terminou no dia 14 deste mês, a Promotoria de Justiça da Comarca de Vacaria solicitou apoio ao Gaeco para o cumprimento do mandado de prisão.
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Prisão em Portugal
A partir da confirmação da residência da foragida em um condomínio de alto padrão na cidade do Porto, o Gaeco solicitou à 1ª Vara Criminal de Vacaria a emissão da ordem de captura internacional e a manifestação de interesse na extradição, deferidas pela magistrada responsável. A prisão foi efetuada com apoio da Polícia Federal, por meio da Interpol, e das forças policiais portuguesas e espanholas.
Segundo o promotor de justiça Raynner Sales, de Vacaria, logo após a condenação, iniciaram as diligências através do Gaeco para a localização e cumprimento do mandado de prisão. “Conseguimos a informação de que ela havia saído do país desde 2023 e teria entrado na imigração de Portugal, em Lisboa. A partir daí, foram feitas diligências para a localização do possível endereço em Portugal, onde foi confirmado depois de alguns dias de investigação”, explicou.
Projeto Cumpra-se
De acordo com o coordenador do Gaeco no RS, promotor de Justiça André Dal Molin, a operação faz parte do Projeto Cumpra-se, da coordenadoria do grupo, que busca prender foragidos da justiça em decorrência de operações do próprio grupo, faccionados que romperam tornozeleira eletrônica, preventivas e condenações pelo Tribunal do Júri em fatos de repercussão social, e preventivas e condenações da 6ª Vara Criminal de Porto Alegre (crianças e adolescentes vítimas), em apoio às Promotorias de Justiça de todo o Estado.