Realizada na terça-feira na 1ª Vara do Júri do Foro da Comarca Porto Alegre, a audiência de instrução do caso da mulher suspeita de matar Paula Janaína Ferreira Mello, grávida de nove meses, para ficar com o bebê, foi marcada por “emoção e muito choro”, divulgou o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). O crime ocorreu em outubro do ano passado no Bairro Mario Quintana, Zona Norte da Capital, comoveu o Estado.
Durante a primeira audiência de instrução, mãe, marido, sogra e pai foram ouvidos. De acordo com a promotora responsável pela denúncia, Lúcia Helena Callegari, os depoimentos foram marcados pela comoção. “A primeira audiência na Justiça teve muita emoção, muito choro e foi difícil em alguns aspectos emotivos porque, das 12 testemunhas, quatro eram familiares da vítima e, também, porque o fato é recente. Mas o MPRS está confiante que a justiça vai prevalecer, com a acusada indo a júri”, afirmou.
A promotora ainda disse que está muito satisfeita com a prova realizada na terça-feira, pelo fato de comprovar tudo o que o MPRS e a Polícia Civil investigaram. “Mostrou um crime bárbaro e terrível praticado contra uma grávida. Os familiares estavam extremamente abalados”.
A ré responde pelos crimes de homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, parto suposto e ocultação de cadáver. Uma nova audiência será marcada pelo Poder Judiciário, ainda sem data, para ouvir o restante das testemunhas e realizar o interrogatório da acusada.
A audiência de instrução é um dos atos processuais – depois que a denúncia do MP é aceita pela Justiça – que visa, pelo depoimento de peritos, autor, policiais e testemunhas do processo judicial, além do interrogatório do réu, a produção de provas e, em alguns casos, definir se o réu será encaminhado para ser julgado pelo Tribunal do Júri.