Um bar frequentado por criminosos amanheceu de portas fechadas nesta segunda-feira, em Santo Ângelo, no Noroeste gaúcho, depois de uma ofensiva do 3º Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). A tropa recolheu ilícitos e desmantelou um ponto de tráfico dentro do estabelecimento, no bairro José Alcebíades Oliveira. Quatro homens foram presos.
A ação começou na noite de domingo, quando o movimento frenético no botequim chamou a atenção do Serviço de Inteligência da Brigada Militar. Conforme os policiais, o avançado da hora não parecia alterar o número de frequentadores no local nem o fluxo de motocicletas no entorno, situação que também incomodava boa parte da vizinhança.
Uma guarnição do patrulhamento tático motorizado foi enviada para averiguar o caso e, ao chegar na localidade, constatou que o público da bodega era formado por usuários de narcóticos e traficantes. Já a circulação de motoqueiros por ali, era traficância na modalidade delivery.
Foram apreendidas 196 buchas de cocaína, porções de maconha, mais de 200 munições de calibres variados, cinco carregadores de pistola, três motocicletas e mais de R$ 6 mil oriundos do comércio ilegal de entorpecentes. Além disso, também foram recolhidas uma pistola de uso restrito calibre 9 milímetros, que estava em situação de furto, e uma espada com o brasão do Exército Brasileiro.
Quatro criminosos foram detidos, sendo que um deles ainda tentou fugir, mas foi perseguido e acabou sendo capturado pouco depois. O sujeito ainda tentou arremessar uma sacola com drogas em um terreno, mas o material foi recuperado em diligências posteriores.
Os presos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento, onde foi registrada a ocorrência. Eles vão responder por tráfico, associação para o tráfico, receptação e posse irregular de arma de fogo de calibre restrito. Todos são apontados como integrantes de facção.
"O objetivo foi reforçar o trabalho da BM contra o tráfico, que é um mal que aflige as famílias e toda a nossa sociedade. Também foi uma ação contra homicídios, já que a maioria dos Crimes Violentos e Letais Intencionais (CVLIs) no RS estão relacionados com disputas entre facções”, afirmou o comandante do 3º BPChq, tenente-coronel Rogério Navarro.