A 1ª Vara Judicial da Comarca de São Sepé aceitou, na quarta-feira (16), a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra duas pessoas apontadas como suspeitas pela morte da vereadora Elisane Rodrigues dos Santos. A parlamentar do município de Formigueiro, na Região Central do Estado, foi assassinada a facadas em junho, por suposto envolvimento com uma facção criminosa.
Conforme a Polícia Civil, que concluiu inquérito na semana passada, Elisane era uma espécie de “tesoureira” do grupo criminoso. O crime teria sido motivado por dívidas a que ela e o filho tinham com a facção.
Os denunciados, um homem de 19 anos, apontado como executor, e uma mulher de 28, indicada como mandante, passam a ser réus no processo criminal, após a decisão assinada pela juíza Lorena Rodrigues Ferreira Marchesini.
Eles responderão por homicídio qualificado por terem cometido o crime por motivo torpe, meio cruel, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ambos estão presos preventivamente e têm 10 dias, a partir da notificação, para oferecer resposta à acusação.
O corpo de Elisane, que tinha 49 anos, foi encontrado no dia 17 de junho. Conforme a denúncia do MPRS, a vereadora foi atingida com múltiplos golpes de faca.
Contas da vereadora são investigadas
As circunstâncias que envolvem o assassinato da vereadora ainda não foram elucidadas por completo. Embora a suspeita de ser mandante e o autor confesso do crime estejam presos, a Polícia Civil ainda busca identificar outros envolvidos.
Conforme revelado no interrogatório do filho da vereadora, ela seria “tesoureira” de uma facção. O grupo criminoso é oriundo da Vila Bom Jesus, na zona Leste de Porto Alegre, mas também criou ramificações na Região Central.
Após o homicídio, os policiais localizaram R$ 500 mil em duas contas bancárias da petista. O montante é incompatível com o salário dela na Câmara de Formigueiro, de aproximadamente R$ 3,9 mil. “O meio milhão está dividido em dois bancos diferentes, sendo que a família tinha conhecimento de apenas uma das contas. Os valores que Elisane movimentava são incompatíveis com o padrão de vida que tinha. Sabemos que ela atuava como tesoureira de uma facção, mas ainda estamos apurando qual a extensão desse posto na hierarquia do tráfico”, pontuou o delegado regional Sandro Meinerz.