Polícia

BM e Polícia Civil desarticulam quadrilha responsável por homicídios em Butiá

Jovem apontado como pivô de grupo criminoso foi capturado na Operação Ratazana

Operação Ratazana teve como alvo grupo criminoso em Butiá
Operação Ratazana teve como alvo grupo criminoso em Butiá Foto : BM / CP

Polícia Civil e Brigada Militar deflagraram nesta quinta-feira a Operação Ratazana, com objetivo de desarticular um grupo criminoso em Butiá, na Região Carbonífera. Dois homens foram presos e um jovem de 17 anos, que era o principal alvo da ação, foi apreendido.

Conforme as forças de segurança, o adolescente servia como elo entre traficantes que estão na rua e lideranças da quadrilha no sistema prisional. De apelido Rato, ele seria responsável por receber narcóticos, além de atuar em ataques contra rivais.

Rato é investigado por envolvimento na tentativa de homicídio de um casal em Butiá, no último domingo. As vítimas tiveram a casa invadida e foram alvejadas. O homem tem estado de saúde considerado grave. A mulher não corre risco de morrer, mas usará bolsa de colostomia para o resto da vida.

Como se isso não bastasse, Rato também planejava receber drogas sintéticas em nome da facção. Segundo apuração policial, os ilícitos seriam entregues nos próximos dias.

Desdobramento da Operação Torniquete, que já teve duas fases desde 2024, a ofensiva somou as delegacias de Butiá e Minas do Leão, além dos efetivos do 28º BPM e 1º Batalhão de Polícia de Choque. Foram apreendidas drogas, munições e duas armas. Uma destas, pistola semiautomática, havia sido furtada de um clube de tiro.

A delegada titular de Butiá, Jusicleia Oliveira, destacou que a quadrilha é responsável por homicídios registrados nos últimos três anos. “O bando têm participação direta em assassinatos na cidade desde 2022. Esse mesmo grupo ainda disparou contra policiais civis em outras diligências”, disse.

Já o comandante do 28º BPM, major Helcio Gaira, garantiu a continuidade das ações integradas na segurança de Butiá. “Atuamos ao lado da Polícia Civil na repressão da criminalidade. Os resultados têm sido positivos, e quem ganha com isso, sem dúvida, é a sociedade.”

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