Ela saiu de casa na Rua da Brigada Militar (BM), bairro São Cristóvão, por volta das 9h do último dia 19, vestindo moleton roxo, calça cinza e tênis branco. Na noite anterior, enviou duas mensagens pelo celular para o ex-companheiro. Conforme os investigadores, numa delas, enviada às 21h37m, dizia apenas: “Nunca mais”. Na outra enviada às 22h, ela escreveu: “você nunca mais vai me ver, você não está levando a sério, mas vai saber.”
A justiça já autorizou a quebra do sigilo telefônico e o rastreamento do celular da PM. A delegada Daniela de Oliveira Mineto encaminhou o notebook de Luane para perícia no Instituto Geral de Perícias-IGP, em Porto Alegre, na expectativa de que possa ajudar a desvendar o caso. O ex-namorado garante que não sabe qualquer coisa sobre o sumiço.
Daniela não descarta qualquer hipótese: desaparecimento deliberado, suicídio ou homicídio. Para a delegada, pelo teor das mensagens, a hipótese mais provável é que a policial militar tenha cometido suicídio. Familiares e amigos promoveram buscas neste final de semana em áreas de mato nos arredores da cidade, mas não encontraram nenhum vestígio de Luane.
O chefe de investigação da 1ª Delegacia de Homicídios, comissário Caroará Mor Alves revela que a polícia conseguiu rastrear os passos da PM até as 11h do dia em que desapareceu. Depois disso, ela sumiu por completo. Dez minutos depois de sair de casa, Luane chegou numa agência do Banrisul, na avenida Presidente Vargas, próximo ao quartel da BM, onde sacou R$ 100. O saque foi registrado pela câmera de monitoramento do banco.
Cinco minutos após, as imagens da câmera de uma lotérica mostram a PM entrando num mini mercado, onde comprou cigarros. Na última imagem, de uma transportadora de valores, Luane aparece saindo de um açougue, onde havia comprado R$ 5 de linguiça. Ela estava a 300 metros de casa.