Polícia

Câmeras devem ajudar na identificação de assassinos de jornalista

Morte de Fabiano Cardoso teve grande repercussão nas redes sociais

Jornalista foi morto em tentativa de assalto em Canoas
Jornalista foi morto em tentativa de assalto em Canoas Foto : Facebook / Reprodução / CP
A Delegacia de Furto e Roubo de Veículos (DFRV) de Canoas, sob comando do delegado Thiago Lacerda, já iniciou as investigações sobre a morte do jornalista Fabiano Cardoso, de 44 anos, durante assalto nessa quinta feira em Canoas, na região Metropolitana. Segundo o delegado Thiago Lacerda, o local em que a vítima foi baleada está identificado, mas não será divulgado o nome das ruas para não prejudicar o trabalho investigativo. “Estamos vasculhando toda a área em busca de imagens de câmeras der monitoramento”, revelou.

Agentes da DRFV prosseguiram na manhã desta sexta-feira com as diligências que haviam iniciado ainda na noite de ontem. O delegado Lacerda confirmou o relato de uma testemunha de que foram dois criminosos que aproximaram do veículo do jornalista e atiraram quando a vítima teria tentado fugir da abordagem.

O Departamento de Criminalística, que realizou perícia no local do crime e no veículo, poderá ser requisitado novamente pelo titular da DRFV caso seja preciso. O calibre da bala que matou o jornalista é um dos resultados dos laudos periciais aguardados pelo delegado.

Morte teve grande repercussão nas redes sociais

A morte de Fabiano Cardoso teve grande repercussão nas redes sociais, com postagens de amigos e colegas, além dos seus familiares. O jornalista, escritor e professor da Ufrgs, Luiz Artur Ferraretto, fez um desabafo emocionado. “Todos os dias, a gente sai de casa e, independentemente de onde esteja, constata o mesmo: ausência total de policiamento. Cada um, correndo pra sobrevivência e com medo sempre, vai perdendo um pouco de sua humanidade.

"Um dia, a violência alcança a gente no assalto, no assassinato ou mesmo na crescente falta de educação. E ficam amigos, colegas e parentes a lamentar. Conheci um Fabiano Cardoso ainda guri nos corredores da Band/RS, estagiário cheio de sonhos. Foi há uns 20 anos. Tinha construído uma carreira. A violência cruzou seu caminho. Minha solidariedade com a família. Minha indignação com nossos (péssimos) governantes”, redigiu Ferraretto no Facebook.

De acordo com Flávio Dutra, as lembranças de Fabiano Cardoso é de um profissional extremamente dedicado. “O mundo dele era, por exemplo, o Acampamento Farroupilha”, relembrou ao se referir ao amor às tradições gaúchas do colega. Abalado com o falecimento, Flávio Dutra disse ainda que Fabiano Cardoso “formou gerações de estagiários” no período que atuou no setor de monitoria, onde é feita radio-escuta das notícias veiculadas na imprensa.

Também via Faceebok, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, manifestou seu pesar pela morte do jornalista. “Meus sentimentos à família. Que Deus o abençoe”, postou. Já o secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre, jornalista Flávio Dutra, escreveu, entre outras palavras, no Facebook: “triste muito, triste”.

Servidor de carreira da Prefeitura de Porto Alegre há mais de dez anos, Fabiano Cardoso atuou como coordenador do setor de monitoria da Comunicação Social e também na Secretaria Municipal da Cultura. Ele coordenava ainda o atendimento à imprensa no Acampamento Farroupilha e no Carnaval, entre outras atividades, exercendo desde 2012 a coordenação de comunicação social da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov).

Cardoso foi presidente da Associação dos Profissionais de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre e trabalhou nas rádios Guaíba e Bandeirantes. Nascido em Telêmaco Borba, no Paraná, Fabiano Cardoso se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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