Polícia

Canoas analisa instalação de presídio sem agentes penitenciários

Modelo mineiro que pode ser instalado no bairro Guajuviras permite que os apenados fiquem com chave da cela

Baseado em uma experiência mineira, em que o índice de reincidência é de 7% e o apenado custa um terço do valor pago no sistema carcerário comum, o modelo de Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) foi apresentado, nesta terça-feira, ao prefeito de Canoas, Jairo Jorge. A ideia é de que o município sedie uma unidade sem o emprego de agentes penitenciários e de armamento na segurança. O preso fica com a chave da cela e a religião é usada como fator essencial de recuperação.

O deputado estadual Jeferson Fernandes liderou a reunião que apresentou o modelo ao prefeito, junto de uma comitiva composta por representantes do Ministério Público, magistrados, integrantes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e profissionais especialistas em sistema penitenciário.

Jairo Jorge pôs à disposição uma área da Fazenda Guajuviras para que um prédio abrigue pelo menos 100 presos nesse modelo, a um custo de R$ 2 milhões para a obra. O juiz Sidinei Brzuska, responsável pela fiscalização das casas prisionais da região Metropolitana, declarou que, se bem executado, o projeto pode se tornar "a menina dos olhos" do sistema carcerário gaúcho.


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