Polícia

Cerca de 50 obras públicas ainda serão analisadas na Operação Kilowatt

Oito foram detidos para investigações da Polícia Civil

Polícia Civil ainda investigará cerca de 50 obras públicas
Polícia Civil ainda investigará cerca de 50 obras públicas Foto : Samuel Maciel
O diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, assegurou que as investigações da Operação Kilowatt vão prosseguir a partir da apreensão dos documentos com os investigados. Durante o trabalho investigativo, lembrou, os delegados Joerberth Nunes Pinto e Daniel Mendeslki Ribeiro haviam pedido 16 mandados de prisão, sendo concedidos apenas os oito que foram cumpridos na manhã desta quinta-feira. Em torno de 50 outras obras públicas estaduais, ligadas às empresas suspeitas, serão examinadas em um segundo momento para verificar se possuem irregularidades parecidas.

Todo o trabalho policial da Delegacia Fazendária foi realizado sob rigoroso sigilo e, nos últimos dias que antecederam a deflagração da operação Kilowatt, os agentes monitoraram dia e noite os oito suspeitos para que a prisão deles tivessem êxito.

O delegado Guilherme Wondracek garantiu que, até o momento, ninguém com foro privilegiado está sendo investigado, mas apenas servidores públicos. O diretor do Deic acrescentou ainda não é alvo nenhum dos órgãos públicos estaduais em que o esquema criminoso teria ocorrido, como a Secretaria de Obras, Públicas, Irrigação e Desenvolvimento, Secretaria da Saúde e a Secretaria da Educação.

Polícia pede bloqueio dos bens dos investigados

Após a deflagração da Operação Kilowatt, a Polícia encaminhou à Justiça um pedido de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, incluindo imóveis e veículos. A medida ocorre visando um eventual ressarcimento dos prejuízos ao erário público. Todos os servidores estão sendo afastados de seus cargos. O inquérito tem 30 dias para ser concluído. Os suspeitos poderão ser indiciados por corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime licitatório.

Uma das fraudas comprovadas pela operação ocorreu na Escola Fundamental Professor Oscar Pereira, em Porto Alegre. Em desacordo com o contrato firmado, apenas a beirada do telhado da escola foi trocado. Além de o telhado ter sido reformado parcialmente, o material usado na cobertura teria sido de fibrocimento, cujo valor é mais barato, ao invés de telhas coloniais previstas no serviço.



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