Todo o trabalho policial da Delegacia Fazendária foi realizado sob rigoroso sigilo e, nos últimos dias que antecederam a deflagração da operação Kilowatt, os agentes monitoraram dia e noite os oito suspeitos para que a prisão deles tivessem êxito.
O delegado Guilherme Wondracek garantiu que, até o momento, ninguém com foro privilegiado está sendo investigado, mas apenas servidores públicos. O diretor do Deic acrescentou ainda não é alvo nenhum dos órgãos públicos estaduais em que o esquema criminoso teria ocorrido, como a Secretaria de Obras, Públicas, Irrigação e Desenvolvimento, Secretaria da Saúde e a Secretaria da Educação.
Polícia pede bloqueio dos bens dos investigados
Após a deflagração da Operação Kilowatt, a Polícia encaminhou à Justiça um pedido de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, incluindo imóveis e veículos. A medida ocorre visando um eventual ressarcimento dos prejuízos ao erário público. Todos os servidores estão sendo afastados de seus cargos. O inquérito tem 30 dias para ser concluído. Os suspeitos poderão ser indiciados por corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime licitatório.
Uma das fraudas comprovadas pela operação ocorreu na Escola Fundamental Professor Oscar Pereira, em Porto Alegre. Em desacordo com o contrato firmado, apenas a beirada do telhado da escola foi trocado. Além de o telhado ter sido reformado parcialmente, o material usado na cobertura teria sido de fibrocimento, cujo valor é mais barato, ao invés de telhas coloniais previstas no serviço.